14.7.07

evite o cancro de pele

a
... comprando protectores solares com IVA a 21%.
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2.7.07

5000 m2

a
para ocupar com coisas bonitas!...
Lá mais para o fim do Verão haverá notícias.
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24.6.07

um livro contra a fé

a
(...)
Particularmente examinados são, para além dos traços essenciais da matriz judaica, os fundamentos e as práticas, passados e presentes, do islamismo e do cristianismo. E aqui a crítica é impiedosa, procurando provar o seu carácter arcaico, o potencial de violência que integram, e a periculosidade das posições daqueles que buscam compreender, quando não aceitar, os seus mais terríveis excessos. A argumentação, que recorre constantemente aos textos sagrados, bem como aos discursos e às práticas dos líderes políticos que procuram na religião os fundamentos das suas opções, é verdadeiramente esmagadora, embora, frequentes vezes, bastante perturbante para aqueles que foram educados num universo laico mas tolerante em matéria de religião. Ao mesmo tempo, o recurso constante a factos do passado recente integra o debate em volta dos antigos mitos na discussão sobre os acontecimentos contemporâneos que os invocam e com os quais nos temos visto, e continuamos a ver, constantemente confrontados. Afinal, pergunta o autor,«quando será que nos iremos aperceber de que a indulgência do nosso discurso político em relação às crenças religiosas nos impede de mencionar, quanto mais de erradicar, a fonte de violência mais prolífica da história?»
A presença dos cristãos fundamentalistas na administração americana é mostrada em muitos dos seus assustadores detalhes, mas a crítica do Islão é, sem dúvida, a mais agreste. Tendo em linha de conta a tese proposta, afinal, de que outro modo poderia ser, se, como se sabe, é neste campo que as coisas têm agora ido mais longe? As palavras são duras: «Ao reflectirmos sobre o Islão e sobre o risco que ele representa para o Ocidente, deveríamos imaginar o que seria preciso para vivermos pacificamente com os cristãos do século XVI. Com homens ainda desejosos de perseguir as pessoas por crimes como a profanação da hóstia ou a bruxaria. Estamos hoje na presença do passado. Conseguir estabelecer um diálogo construtivo com estas pessoas, convencê-las dos nossos interesses comuns, incentivá-las a seguir o caminho da democracia e a celebrar a diversidade mútua de ambas as nossas culturas é tudo menos uma tarefa simples.»



«O Fim da Fé. Religião, Terrorismo e Futuro da Razão», do filósofo americano Sam Harris, visto por Rui Bebiano em passado/presente.
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23.6.07

pequenos acontecimentos caseiros

a
1.
Um emprego mal remunerado pode ser um divertimento, uma necessidade, um hábito, um fardo... ou uma muleta necessária até se conseguir que a vida dê a volta.

Há um momento em que em redor as circunstâncias se conjugam. Esse é o sinal.

(De preferência, que nunca mais me calhe em sorte passar anos a lidar com a realidade de centenas de indivíduos portadores de doenças incuráveis. É dose. E nem sequer na escola eu gostava de Biologia.)

2.
Apresente-se a uma criança um livro da Mafaldinha. Ela vai buscar mais dois à estante.
Passa-se um mês:
- Ó mãe, quando eras criança também eras do contra?
Passa-se outro mês.
- Hoje à tarde vais trabalhar?
- Hoje não, tenho que ir ao tribunal.
Uns segundos:
- Ó mãe, é por causa daquilo de ser do contra?

E nós a achar que que lhes é difícil perceber tempos passados...
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22.6.07

... e o evidente

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«É evidente que o primeiro-ministro se está nas tintas para o autor deste ou daquele blog, o que o preocupa é a liberdade que grassa pelos bloggers, é liberdade a mais para o gosto de qualquer governante. O mundo era mais certinho quando só havia jornais, jornalistas, governantes e assessores de imprensa. Os jornais têm donos e estes têm muitos negócios. Os jornalistas têm patrão e um emprego de que dependem para viver, sem notícias perdem o emprego e a maior fonte de notícias são os governantes e os “gargantas fundas” da justiça, sem estes os jornais seriam todos cor-de-rosa. Para intermediar entre os governantes e os jornalistas existem os assessores de empresa que, em regra, são jornalistas amigos os ministros ou amigos dos ministros que têm amizades entre os jornalistas.

Ora, os bloggers não dependem dos visitantes para comer, têm a mania de dizer o que pensam e não o que os assessores de imprensa sugerem, são aos milhares e no seu conjunto são mais lidos do que a Imprensa, em suma, são uma praga, uma autêntica filoxera política que urge combater, o mundo a política funciona melhor sem eles. Há que intimidá-los, escolher um para exemplo assustando todos os outros.»

Para ler na íntegra n' o jumento.

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20.6.07

pequena homenagem

a
a Gianfranco Ferré, o único costureiro capaz de me fazer querer experimentar a maioria das peças que assinou. E um dos autores que mais me ensinou a funcionar com movimento e cor.
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19.6.07

na escola

a
A escola é...

A escola
é um céu escuro
e nós somos as estrelas.

A escola
tem muitos sentimentos
e muita sabedoria.

A escola
ajuda-nos
e todos saem felizes e contentes.

A escola
não é só aprendizagem
é também uma boa amiga.

A escola
é como um diamante brilhante e cintilante
que resiste a qualquer ataque.
(Catarina Pessoa
7 anos
3º ano
EB1/JI Florbela Espanca
Prof. Filomena Moreno)



Basta assim uma coisa pequena, como um poema para um concurso escolar. E fica a gente com a certeza de a escola ser, para os nossos filhos, um espaço onde se sentem crescer à vontade, em saber e em tamanho, um local que gostam de frequentar.

Fica ainda a satisfação de tudo isto de passar no ensino público. Onde, sem sombra de dúvida, continuamos a poder contar com a gestão mais transparente e com os melhores profissionais.
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18.6.07

céu


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Marta Seixas, acrílico sobre tela, exposição na Galeria Gaspar, Barcelona, 1996.

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12.6.07

no princípio, o verbo?

No princípio, ar.
No princípio, chão.
No princípio, som.
No princípio, corpo.
O verbo só mais tarde aconteceu.

É agora a nossa vida uma espécie de caminho no sentido oposto, do meio da confusão a tentar discernir essencial de acessório, sempre à espera de avistar algum pequeno pontinho negro onde descansar de tanta luz em volta.

Mãe África.
Gostemos ou não, algum dia de lá viemos todos. E a sabedoria mais ancestral de todas as culturas humanas, a mais próxima da real essência, continua a ocupar uma boa parte da sua circunstância.

Mãe África.
Saibamos respeitá-la não só enquanto antepassada comum, mas como fonte de inspiração cada vez mais necessária à sobrevivência nesta barafunda civilizacional em que tivemos por sorte nascer.
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(Vem isto a propósito de «Em Moçambique o Sol Nasceu», rapsódia de danças tradicionais coreografada por David Abílio, que a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique apresentou esta noite no Teatro S. João. Um belíssimo espectáculo, com alguns laivos de ancestralidade a passarem pela plateia, que aos poucos entrou na festa e só por falta de espaço não acabou também a dançar.)
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9.6.07

cursos práticos de cidadania

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«O exercício da cidadania pressupõe indivíduos que participem na vida comunitária. Organizados para alcançar o desenvolvimento da comunidade onde vivem, devem exigir comportamento ético dos poderes constituídos e eficiência nos serviços públicos. Um dos direitos mais importantes do cidadão é o de não ser vítima da corrupção.

De qualquer modo que se apresente, a corrupção é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal. Ela também pode ser apontada como uma das causas decisivas da carência e da pobreza das cidades, dos estados e do país.

A corrupção corrói a dignidade do cidadão, contamina os indivíduos, deteriora o convívio social, arruína os serviços públicos e compromete a vida das gerações actuais e futuras. O desvio de recursos públicos não só prejudica os serviços urbanos, como leva ao abandono obras indispensáveis às cidades e ao país. Ao mesmo tempo, atrai a ganância e estimula a formação de quadrilhas que evoluem para o crime organizado, o tráfico de drogas e de armas, e provocam a violência em todos os setores da sociedade. Um tipo de delito atrai o outro, que quase sempre estão associados. Além disso, investidores sérios afastam-se de cidades e regiões onde vigoram práticas de corrupção e descontrolo administrativo.

Os efeitos da corrupção são perceptíveis na carência de verbas para obras públicas e para a manutenção dos serviços da cidade, o que dificulta a circulação de recursos e a geração de novos empregos e novas riquezas. Os corruptos drenam os recursos da comunidade, uma vez que tendem a aplicar o grosso do dinheiro desviado longe dos locais dos delitos para se esconderem da fiscalização e da Justiça e dos olhos da população.

A corrupção afecta a qualidade da educação e da assistência aos estudantes, pois os desvios subtraem recursos da merenda e do material escolar, desmotivam os professores, prejudicam o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças e as condenam a uma vida com menos perspectivas de futuro.

A corrupção também subtrai verbas da saúde, comprometendo diretamente o bem-estar dos cidadãos. Impede as pessoas de ter acesso ao tratamento de doenças que poderiam ser facilmente curadas, encurtando as suas vidas.

O desvio de recursos públicos condena a nação ao subdesenvolvimento económico crónico. Por isso, o combate à corrupção nas administrações públicas deve estar constantemente na pauta das pessoas que se preocupam com o desenvolvimento social e sonham com um país melhor para seus filhos e netos. Os que compartilham da corrupção, ativa ou passivamente, e os que dela tiram algum tipo de proveito, devem ser responsabilizados. Não só em termos civis e criminais, mas também eticamente, pois eles procuram fazer com que a corrupção seja aceita como facto natural no dia-a-dia da vida pública e admitida como algo normal no quotidiano da sociedade.

É inaceitável que a corrupção possa ter espaço na cultura nacional. O combate às numerosas modalidades de desvio de recursos públicos deve, portanto, constituir-se em compromisso de todos os cidadãos e grupos organizados que queiram construir uma sociedade justa e equilibrada. Devemos isso aos nossos filhos.

Em ambiente em que a corrupção predomina dificilmente prospera um projecto para beneficiar os cidadãos, pois suas ações se perdem e se diluem na desesperança. De nada adianta uma sociedade organizada ajudar na canalização de esforços e recursos para projectos sociais, culturais ou de desenvolvimento de uma cidade, se as autoridades municipais, responsáveis por esses projectos, se dedicam ao desvio do dinheiro público.»

Introdução à «Cartilha de Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil», AMARRIBO, via Universidade Prà Gente, Vilaquistão.
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7.6.07

nos bailes da vida

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(...)

Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
tenho comigo as lembranças do que eu era
para cantar nada era longe, tudo tão bom
'té a estrada de terra na boléia de caminhão
era assim

Com a roupa encharcada, a alma repleta de chão
todo artista tem de ir aonde o povo está
se foi assim, assim será
cantando me desfaço e não me canso de viver
nem de cantar

Milton Nascimento/Fernando Brant
(interpretação de Milton Nascimento e Paulinho Moska)
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3.6.07

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Adão e Eva na Arábia Saudita
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questão cigana

a
Victor Marques, presidente da União Romani Portuguesa, denuncia hoje no «Público» as «forças políticas» e «instituições de cariz religioso» que terão «procurado protagonismos» à custa da situação da comunidade cigana do Bacelo, no Porto, constituída por 14 famílias agora realojadas em bairros sociais, depois de o local que habitavam ter sido destruído por razões de salubridade e saúde pública.
BE, PCP e Pastoral Cigana são apontados como querendo tirar dividendos de uma situação em cujo desenrolar se limitaram a passagens esporádicas pelo Bacelo. Quanto à Plataforma Artº 65, a acusação é mais séria:
«Por outro lado, Victor Marques critica particularmente a Plataforma, que reúne várias organizações, como a SOS Racismo ou a Solidariedade Imigrante, empenhadas na concretização do artigo 65.º da Constituição que consagra o direito à habitação. O líder da URP considerou irresponsável o comunicado que este movimento emitiu há cerca de uma semana, a afirmar que havia um sentimento de revolta entre os moradores do Bairro do Lagarteiro perante a eventualidade de ali serem realojadas as famílias ciganas do Bacelo, em casas ocupadas por inquilinos com rendas em atraso. Victor Marques afirma que, até a Plataforma levantar a questão, não havia qualquer mal-estar no bairro.»
Para ter direito ao realojamento, os membros da comunidade cigana estiveram dois meses alojados em pensões e a frequentar acções de formação sobre a vida em apartamentos.
Seia bom, no entanto, que as comunidades que os vão receber também aprendessem meia dúzia de noções, como episódios de vidros partidos que não resultam de actos de destruição, mas do simples facto de ser difícil a quem nunca usou dessas coisas criar hábitos para nós simples, como não deixar ficar as chaves dentro de casa. Um sem-número de coisas assim irá com certeza acontecer.

Em Matosinhos, pelos inícios dos anos 90, foi tentada uma experiência. A uns 300 metros aqui de casa, uma família cigana foi instalada em três pequenos pré-fabricados posicionados em semi-círculo, como um pequeno acampamento. Filhos e filhas foram à escola, como agora vão os netos. Lembro-me de uma das mais novas, que andava pelos 12 anos e escrevia poemas ingénuos que dava a ler à minha irmã, toda contente.
A dada altura, alguns dedicaram-se ao tráfico de droga, foram apanhados, cumpriram pena. Mas nisso em nada diferem de inúmeras famílias não ciganas a quem aconteceu o mesmo naquela zona, uma das mais carenciadas de Matosinhos, onde há 30 anos ainda se passava fome a sério e até um tasqueiro de meia-idade chegou a montar um negócio paralelo de venda de estupefacientes.
Com o passar dos anos cresceu uma sebe que dá privacidade ao centro do acampamento, fronteiro à rua, onde se desenrola o essencial da vida comunitária. Mas ainda é possível ver o asseio e o cuidado que dedicam às suas coisas, o mesmo que a princípio nos deixava um tanto surpreendidos.
Não sei como ganham a vida actualmente, mas passo por lá muitas vezes e nada vejo que indicie os movimentos que se geram à volta dos locais de venda de drogas ilícitas. Nem sequer a passagem de 'drogaditos' da zona cujas caras conheço há muito.

Claro que apartamentos ocupam áreas de terreno menores, claro que muitos sítios os terrenos escasseiam e claro que há os interesses imobiliários a ter em conta. Mas estas soluções que acabam por integrar comunidades e formas de vida diferentes no inteiro respeito por cada uma das culturas e tradições em presença parecem de longe ter mais substância.
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26.5.07

alexandre litvinenko (3)

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Não traz nada de muito novo sobre o caso em concreto, mas não deixa de merecer uma leitura. O correspondente da BBC News em Moscovo entrevista o principal suspeito pelo assassinato do antigo agente do KGB, desvendando um pouco de um enredo digno do país de Ivan, o Terrível. Com algumas passagens pela realidade dos ambientes em que estas coisas se conspiram.
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desta vez não foi o computador...

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... mas a necessidade de acompanhar em consultas e hospitalizações uma pessoa de família.


(Eis que de novo o mundo regressa a uma certa normalidade de rotinas. Também sabe bem.)
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8.5.07

plantem-se côcos no Alqueva!

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Confesso que Bougainville, um pontinho no oceano pelos vistos com tamanho suficiente para ter nome no mapa, me era totalmente desconhecida até esta tarde.
Acontece que os seus habitantes, a braços com os elevados preços do combustível, lembraram-se de um expediente dos tempos da guerra civil - em período de escassez de petróleo, recorriam ao... óleo de côco.


Diz a BBC News que as mini-refinarias florescem pelos quintais da ilha, num enorme impulso à economia local, e que o povo anda feliz com o novo combustível: é barato, é limpo e deixa as ruas perfumadas...


indígena da Papua Nova Guiné (foto AFP)


LE DÉSORDRE

C'EST L'ORDRE

MOINS LE POUVOIR.


Não me lembro da exacta origem desta frase. Pode ser de Maio de 68, ou pode ter sido Bakunine, Marcuse, Léo Ferré...
É a única que me ocorre, em qualquer caso, para assinalar a eleição do novo presidente francês.

6.5.07

uma bela surpresa

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Juntou várias gerações e muito mais gente do que a princípio se imaginava. A própria organização estava um pouco surpreendida.

Foi um passeio solarengo e divertido - com a polícia a abrir caminho e fazer parar o trânsito! - e a oportunidade de encontrar velhos amigos que não via há muitos anos.













aaaa concentração



saída da Praça do Marquês de Pombal



aaaa Rua de Santa Catarina












Rua de Sá da Bandeira


aaaa chegada à Praça de D. João I














Para o ano, diz que há mais...

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4.5.07

pela foz

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Houve tempos em que eu por aqui passava todos os dias do ano, rumo ao Ferreira, o velho bar com cadeiras ferrugentas fronteiro à praia do Molhe - uma das mais bonitas do planeta, com toda a certeza - onde reuniam tribos várias oriundas de diferentes culturas mais ou menos marginais.

Depois vieram os primeiros bares modernos: os primeiros estrados, os pára-ventos, as pequenas multidões, vozes e música a abafar o murmúrio das ondas do mar. Cresceram feito cogumelos. Em 10 anos ocuparam, na Avenida Brasil, uma boa metade dos areais. E as praias, até então espaços de uso comum frequentados por milhares de banhistas, acabaram por se transformar em paisagens de esplanadas de bar, sem espaço para se estender um lenço.



Do outro lado da rua, já quase todas as antigas moradias deram lugar a modernos e luxuosos edifícios de andares, há lojas e automóveis por todo o lado.
Quanto ao passeio da marginal, encontra-se no estado que estas imagens do António Vasconcelos documentam.
A magnífica pérgola está de pé, mas os sinais de erosão são evidentes e parece que só resistem os vasos mais ao abrigo do vento norte.


Claro que alguns danos serão provocados por actos de vandalismo ou acidentes. Mas parece que ninguém - Câmara, APDL, seja lá quem for! - tem interesse em reparar nem estes estragos nem os buracos no pavimento, certamente responsáveis por muitas lesões nos que ali se dedicam à prática de diferentes desportos.
Como parece não haver um mínimo de elementar respeito por uma das mais marcantes intervenções arquitectónicas da cidade do Porto.

(Pequeno palpite:
Não tarda muito, vem tudo abaixo. E vamos ver quem de direito a decidir gastar milhões num novo e brilhante projecto, na senda do inútil e famoso 'edifício transparente').
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29.4.07

em cada esquina um cartaz

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A iniciativa foi da Junta de Freguesia: um cartaz para cada instituição de Matosinhos. Estão espalhados pela cidade, numa acção que, de certa forma, traz de volta para as ruas uma amostra do espírito que se viveu durante a primeira fase do período revolucionário.















À volta deste que as imagens documentam, da EB1/JI Florbela Espanca, cada aluno tinha espetado um cravo de papel feito por si: eram 400... e demoraram dois dias a desaparecer.


Junto à Câmara Municipal foi mais desagradável - um qualquer indivíduo entreteve-se a vandalizar vários placards, escrevendo por cima 'Salazar 41%'. Não figura aqui a imagem porque me recuso a publicar um documento utilizável por qualquer um, nomeadamente os próprios simpatizantes dessas causas neo-nazis, que me são deveras repugnantes.




PS - A presente inconstância deste blog deve-se à circunstância de o meu PC estar necessitado de reparação que não é oportuno realizar de imediato. Em breve tudo estará de regresso ao normal.
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22.4.07

in the springtime

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Na nonagésima-quarta primavera antes do fim do século:


- A novela universitária do primeiro-ministro não oferece assunto susceptível de comentário

- A história da Universidade Independente não traz nada que seja realmente novo

- Os media perdem-se a comentar as directas centristas, cujo número de possíveis eleitores não ultrapassa o número de espectadores de alguns desafios de futebol

- O mundo parece continuar perdido numa espécie de fase de revisão da matéria dada: repetem-se as receitas e contam-se as vítimas;


Algo digno de nota positiva acontece finalmente:



No meu jardim suspenso, ao fim de três anos a gardénia está a florir.


PS - Admirável, igualmente, foi a actuação de quem de direito em relação àquele grupo de gente estranha que anda a querer desfilar suásticas pelas ruas. E não é porque se evita a concentração em Lisboa - é porque andam de facto a praticar acções ofensivas, lesivas e ilegais.
a

13.4.07


aauto-retrato de meados dos anos 80 que cada vez encaixa melhor...

a

1.4.07

botas

a

mais um brilhante apontamento do chico da popeline no tirem-me deste filme.
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marijuana

1. «Did you know that Marijuana has been shown to:

- Relieve the pain of arthritis, rheumatism...
- Arrest the advance of glaucoma...
- Help migraine headaches...
- Be an adjunct to psycotherapy...
- Control spasticity from multiple sclerosis and paralyses...
- Mitigate withdrawal from alcohol and other hard drugs...
- Relieve menstrual cramps...
- Open bronchial tubes to relieve asthma attacks...
- Alleviate nausea and pain associated with cancer...
- Help overcome insomnia...
- Block epileptic seizures...
- Help people with AIDS to:
Relieve stress and depression
Eliminate nausea
Reduce pain
Fight the 'wasting away' syndrome by stimulating the appetite»

(Folheto do International Medical Marijuana Movement, San Francisco, de 1992, incluído na campanha "LET DOCTORS DECIDE, NOT POLITICIANS", que calculava que o uso clínico da canabis, com enormes benefícios para os pacientes, poderia reduzir em cerca de 30% as vendas de medicamentos comuns das grandes multinacionais farmacêuticas.)

2. Cada cultura tem uma substância psicoactiva associada às celebrações e ao lazer. As canabinóides são uma delas - têm noutras sociedades exactamente a mesma função que na nossa tem o álcool, que até é uma droga muito mais complicada.
Não me consta que os CAT estejam a abarrotar de 'agarrados à ganza' em ressaca, e os utilizadores de canabis são dezenas de milhar espalhados por todos os estratos económicos, sociais e culturais do país. Não me parece que sofram, ou causem, os estragos dos consumidores de heroína, cocaína, exctasy, barbitúricos ou mesmo álcool. Digamos que será um hábito mais equiparável ao... do café.

3. Esta situação de 'faz-de-conta-que-não-se-vê' que se vive actualmente não traz benefícios a ninguém. Através de canais de comércio legais e controlados, o Estado teria forçosamente muito dinheiro a arrecadar em taxas, impostos e o mais que se aplicasse. Os consumidores deixariam de ter que andar à mercê de um mercado clandestino em que pagam fortunas sem qualquer contolo na qualidade do produto que adquirem. E os vendedores deixariam de correr o risco de ir parar à prisão.




4. Aquela bolorenta personagem que acabou de ganhar o concurso televisivo está, de facto, cada vez mais presente no nosso quotidiano. Mas mesmo na altura dele era hábito que nos protestos se desse a cara ao manifesto - muitos viram-se com a vida lixadinha, é uma verdade, mas assinavam o nome em baixo.
Neste nosso democrático oásis, é a própria organização da marcha que fornece os meios a quem quiser desfilar sem rosto - seremos, ao que parece, um povo com medo das possíveis implicações de sair à rua a defender uma alteração legislativa.
a