28.8.07

empresas de sucesso

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Yahoo!, MSN, Microsoft estão entre os signatários de um pacto com as autoridades chinesas ao abrigo do qual passarão a registar e a fornecer as identidades dos internautas considerados «dissidentes».
A Yahoo!, entretanto, está a ser processada por violação dos direitos humanos [Le Monde]. A organização Repórteres sem Fronteiras [RSF] identificou pelo menos quatro casos de condenações por crimes de opinião baseados em informações que a empresa forneceu voluntariamente às autoridades policiais na China.
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como assim?

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«A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas não fez ainda um estudo rigoroso, mas a secretária-geral, Ana Cid, estima que, "incluindo manuais, material de desenho, canetas, cadernos", apetrechar um aluno do 1.º ciclo exija cerca de 150 euros (...)» [Público, sem link]

Como será que aqui em casa se faz o mesmo com cerca de 60 euros? E dando sempre primazia à qualidade dos materiais?

Como se assistisse a um filme que passa em permanência, há muito que vejo a Imprensa como que tratando de uma realidade paralela. O país que leio nos jornais insiste em ser diferente daquele em que a minha vida corre.
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26.8.07

stormy weather

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Senhora da Hora, Agosto 2007
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22.8.07

um verdadeiro perigo!

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(...) - Não é perigosa a ideia de que a falta de condições numa cidade permite criar movimentos alternativos?

- Essa constatação não é perigosa, é um facto. Um grande artista brasileiro, Hélio Oiticica, dizia "Da adversidade vivemos...".

No JN, João Fernandes responde a Helena Teixeira da Silva. O questionário é revelador quanto a uma certa ideia do fenómeno de consumismo cultural que se vive no presente. A senhora merece um prémio enquanto representante do cidadão que vê alguém mais exótico e pensa: «deve ser artista»!
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15.8.07

a


Senhora da Hora, Julho 2007

Ao longe, é só silo do tio Belmiro. Qualquer semelhança com um crematório não passará de mera coincidência.
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4.8.07

make an impact!

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lust for life

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É a mais recente referência na coluna das consultas frequentes deste quintal, não terá mais de 15 dias.
Engraçado foi à segunda visita dar de caras com um trabalho inspirado na primeira iniciativa da casaviva, por sinal o primeiro capítulo da minha primeira aventura no domínio das imagens em movimento.
Também engraçado foi reencontrar o filme uns dias depois de ter regressado ao local do crime - no tal lançamento de mais um PICA MIOLOS (que se revelou uma agradével surpresa!) a propósito do qual o pimenta negra o foi desencantar.









Mais engraçado ainda será estar aqui a escrever isto.

fuck art let's dance, feito em simultâneo, não foi só uma estreia enquanto montagem, moving pictures no sentido literal do termo, mas também a primeira vez que me aventurei a mostrar qualquer coisa destas fora das paredes de casa. Aliás, e em boa verdade, há anos que a minha inspiração criativa para coisas sérias andava pelas ruas da amargura...

Ainda hoje não sei bem o que se possa ter passado naquele fim de semana, se é que de facto se passou alguma coisa.
Passados uns dias, iniciei este blog, que jé me ocupava as ideias há uns tempos.
Passados uns meses - e ainda não vai ano e meio - abandonei o velho emprego rotineiro, trabalho em coisas de que gosto e não me vejo mais aflita para pagar as contas no fim do mês. E embora também pesassem circunstâncias familiares, o certo é que as coisas acabaram por acontecer.

Eu acredito em coincidências. Por isso não posso saber se a casaviva teve influência em tudo isto, talvez tudo se passasse igual sem o liberdades ter acontecido, ou sem eu lá ter estado, são as tais coisas que hão-de sempre ser mistério, e ainda bem.

Mas finalizar o grande gozo da montagem e já ser dia, ir à padaria e dar de caras com os colegas de regresso ao trabalho pela manhã (ironia das ironias, era mesmo ao lado, o emprego), a noção de que apenas um sono breve nos separava do início da agitação - nalgum ponto daquela noite na minha cabeça se fez luz e disse: é por aqui.

Digamos que se tratava de liberdades, depois foi só deixar acontecer.
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31.7.07

a
nome científico: ratus norvegicus; tamanho: até 30 cm; peso: 150 a 600g; côr: preto, branco, bicolor, champagne, ferrugem (vd. Planeta Bicho).
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26.7.07

liberdade de opinião

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«[No despacho,] Maria de Lurdes Rodrigues defende que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável numa sociedade democrática, uma vez que as declarações de Charrua não visavam um superior hierárquico directo" mas sim o primeiro-ministro, José Sócrates.» [Público]

Parece-me que o pequeno detalhe a negro, a modos que mais ou menos ignorado na exploração política e mediática do 'caso Charrua', é o que faz toda a diferença. Assim como me parece abusivo presumir que a ministra não teria decisão idêntica se o processo tivesse decorrido com menos visibilidade pública.

E assim como, em termos gerais, me parece que o medo de falar está mesmo é na cabeça das pessoas: mais do que represálias, teme-se sobretudo não agradar àqueles cujos favores podem vir a ser necessários no futuro. Como tudo na vida, a independência tem o seu preço, mesmo na mais perfeita das democracias.

Isto não quer dizer que não possa haver receios. Quer dizer que é preciso alguma coragem, que sobre esses receios terão que prevalecer princípios. E que os limites dessa escolha, enquanto indivíduos e cidadãos, são sempre opção de cada um.
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23.7.07

a casa lunar

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Marta Seixas, acrílico sobre tela, exposição Afluentes Cromáticos, Galeria Quadrado Azul, Porto, 1990.

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22.7.07

sombra: luz

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Há muitos anos que sonhava ter nas mãos uma menina deste calibre, nunca tinha era imaginado que fosse acontecer agora.

Uma câmara é um mundo mágico, conhecê-la não está longe da viagem que é conhecer uma pessoa, perceber como cada um de nós se adapta ao constante jogo de sombra e luz.

Primeira abordagem numa rapidíssima passagem pelo centro da cidade: e como reage ela à minha velha mania de querer clarear situações obscuras?






Primeira impressão? Em dez minutos - 'ó mãe estou a morrer de fome!' 'ó filha estamos a ir para a confeitaria!' - escolho meia dúzia de enquadramentos que sirvam ao teste. O resultado é o que aqui figura.





Quanto a conclusões, parecem-me óbvias: uma menina destas não foi feita para estar em casa, eu terei que investir numa mochilinha adequada, mas este blog, o meu arquivo pessoal e os diversos álbuns de família vão certamente passar a ter muitas mais fotografias.


















imagens: palacete do Visconde de Trevões e Biblioteca Municipal de Matosinhos (acesso ao 1º piso e cafetaria)

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17.7.07

litvinenko@uk.ue

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«Um cidadão britânico sofreu uma horrível agonia», o seu assassinato expôs centenas de outras pessoas «ao risco de contaminação» e o Governo tem por dever «garantir a segurança da importante comunidade russa a viver no Reino Unido».
Esta a justificação do Foreign Office para expulsar quatro diplomatas russos, em resposta à recusa de Moscovo em extraditar Andrei Lugovoi, o principal suspeito da morte de Alexandre Litvinenko, o ex-agente do KGB que sucumbiu a um envenenamento por polónio 210, e que os tribunais britânicos pretendem levar a julgamento.

«A Grã-Bretanha vai sofrer mais do que a Rússia. Do ponto de vista económico, vai ter um grande prejuízo». Esta a visão de um alto responsável parlamentar russo, Andrei Kokochine, depois de a decisão de Londres ser conhecida.

Quanto à análise que Moscovo faz do processo judicial, não há que haver estranheza: têm demonstrado viver demasiado perto da realidade mental do Antigo Regime para poderem compreender o princípio da separação de poderes.

Mas os britânicos anunciaram uma represália mais alargada: vão também rever acordos de cooperação em várias áreas e suspenderam negociações em curso entre os dois países quanto a facilitar os processos de obtenção de vistos solicitados por organismos governamentais. Parece que querem mesmo que se perceba que levam este assunto muito a sério.

E com razão.

A Rússia não é um estado de Direito. É um território dominado por mafias várias, e há sempre a sombra de ex-agentes secretos ao serviço dos múltiplos interesses instalados. É dominada por um bando de gente sem escrúpulos nem respeito cujos tentáculos se vão estendendo mundo fora desde há muito.

Polónio à parte, o assassinato de Litvinenko em nada difere da política russa para consumo interno quotidiano. Alvejados a tiro ou em suicídios disfarçados, os que não se deixam vergar nem corromper têm tido sistematicamente afastados, os defensores de liberdades e garantias democráticas elementares são ameaçados, presos, perseguidos.

Quem decidiu eliminá-lo desta forma, em plena cidade de Londres, quis que o mundo soubesse que, mesmo ali, pode fazer o que quer.
O Governo de Sua Majestade quer mostrar que não. E quer juntar a UE à sua posição.

Se essa gente que nos governa for sensata, age com a noção de que dar liberdade de acção a redes mafiosas organizadas não só tem custos elevadíssimos para a vida dos cidadãos, como acaba por pôr em causa a própria soberania dos estados.

Se essa gente andar a soldo de quem ganha as mais-valias dos gigantescos negócios com o antigo país dos czares, bem podemos começar a pensar em ter as mais ou menos pacatas ruas da generalidade da Europa Ocidental ocupadas como arenas para pistas de tiro ao alvo e exibições de efeitos de pirotecnia.


links: [BBC] [Le Monde].
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15.7.07

o ADN enquanto pesadelo

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[excertos do artigo «O nosso ADN», do jurista Francisco Teixeira da Mota, publicado na edição de ontem do «Público», onde é citado o parecer 18/2007 da Comissão Nacional de Protecção de Dados sobre o projecto governamental de diploma que estabelece «os princípios de criação e manutenção de uma base de dados de perfis de ADN para fins de identificação civil e de investigação criminal».]


'Em França, a base de dados genéticos foi criada em 1998, pela denominada lei Guigou (...), destinando-se essa base à identificação de autores de crimes sexuais. Em 2001 (...), a lei Vaillant alargou a utilização dessa base de dados à identificação de autores de crimes contra a vida das pessoas, autores de actos de terrorismo ou atentados aos bens através de violência. (...) Em 2003, a lei Sarkozy fez incluir os crimes mais banais (furtos e roubos simples, por exemplo) no elenco de crimes aos quais a base de dados genéticos se aplicava para identificação dos seus autores, aumentou as penas pela recusa da recolha da amostra de ADN e previu a inclusão nessa base de dados dos perfis de ADN de pessoas simplesmente suspeitas. Por fim, a lei Perben II, de 2004, obriga a que todas as pessoas condenadas a mais de 10 anos de prisão vejam o seu perfil de ADN registado na base de dados genéticos para fins criminais, sendo que a recusa do fornecimento da amostra é sancionada pela perda total do direito à redução de pena durante o seu cumprimento'.


Londres - câmaras de vigilância nas imediações da casa de George Orwell

(...)

Para os fins de identificação civil, resulta inequívoco do projecto governamental que tais dados serão obtidos voluntariamente, mas sobre estes fins vale a pena ler mais um excerto do parecer:

'O fundamento ou razão de ser da criação da base de dados genéticos é a constante da introdução do projecto: identificação de desaparecidos. Este o único fundamento para a criação da base de dados genéticos. Esta finalidade - a da identificação de desaparecidos - num país como Portugal, que não conheceu, na sua história recente, períodos de conflitos sociais agudizados, nem guerras civis, nem regimes ditatoriais, nem fenómenos episódicos de eliminação dos direitos fundamentais, apenas se concebe no contexto de catástrofes e acidentes imprevisíveis e absolutamente excepcionais.

Estamos, então, perante um tratamento de dados pessoais universal, que atinge a totalidade da população nacional, durante mais do que uma geração e de forma perpétua, sob pena de não ser alcançado o objectivo da criação da base de dados genéticos, para prosseguir uma finalidade única que se mostra excepcional - a finalidade apenas existe em casos excepcionais, como sejam as catástrofes naturais, os acidente invulgares ou outros fenómenos similares.
A criação de um tratamento desta natureza - tratamento perpétuo e universal dos dados pessoais mais sensíveis que os cidadãos têm - para prosseguir uma finalidade excepcional revela a desproporcionalidade e a excessividade deste tratamento para esta finalidade.' *

(...)

No campo da investigação criminal, entre outros aspectos, o parecer chama a atenção para uma disposição do projecto que prevê 'a obrigatoriedade para o arguido de permitir a recolha de amostras apenas por ter sido condenado em mais de três anos de prisão efectiva, independentemente do tipo de crime cometido, independentemente da pertinência do ADN para esse tipo de crime e independentemente da necessidade desse registo para a prevenção especial ou para a investigação de outras infracções.'


* relembra o autor que o princípio da proporcionalidade a ter em conta se desdobra em três subprincípios, a saber:
- princípio da adequação, que impõe que a restrição a um direito fundamental seja o meio adequado para a prossecução do fim pretendido;
- princípio da necessidade, que determina que a medida restritiva seja indispensável para obter o fim pretendido, não sendo este possível alcançar de outra forma;
- princípio da proibição do excesso, que impõe a obrigação de que as medidas restritivas dos direitos fundamentais e os fins que estas visam alcançar não sejam excessivos em relação aos fins últimos obtidos.


PS: Eu sei que nem sempre se dá por ela, mas o projecto está em discussão pública.
a

being green?

a

You are Kermit!


Hi, ho! Lovable and friendly, you get along well with everyone you know.
You're a big thinker, and sometimes you over think life's problems.
Don't worry - everyone know's it's not easy being green.
Just remember, time's fun when you're having flies!

14.7.07

evite o cancro de pele

a
... comprando protectores solares com IVA a 21%.
a

2.7.07

5000 m2

a
para ocupar com coisas bonitas!...
Lá mais para o fim do Verão haverá notícias.
a

24.6.07

um livro contra a fé

a
(...)
Particularmente examinados são, para além dos traços essenciais da matriz judaica, os fundamentos e as práticas, passados e presentes, do islamismo e do cristianismo. E aqui a crítica é impiedosa, procurando provar o seu carácter arcaico, o potencial de violência que integram, e a periculosidade das posições daqueles que buscam compreender, quando não aceitar, os seus mais terríveis excessos. A argumentação, que recorre constantemente aos textos sagrados, bem como aos discursos e às práticas dos líderes políticos que procuram na religião os fundamentos das suas opções, é verdadeiramente esmagadora, embora, frequentes vezes, bastante perturbante para aqueles que foram educados num universo laico mas tolerante em matéria de religião. Ao mesmo tempo, o recurso constante a factos do passado recente integra o debate em volta dos antigos mitos na discussão sobre os acontecimentos contemporâneos que os invocam e com os quais nos temos visto, e continuamos a ver, constantemente confrontados. Afinal, pergunta o autor,«quando será que nos iremos aperceber de que a indulgência do nosso discurso político em relação às crenças religiosas nos impede de mencionar, quanto mais de erradicar, a fonte de violência mais prolífica da história?»
A presença dos cristãos fundamentalistas na administração americana é mostrada em muitos dos seus assustadores detalhes, mas a crítica do Islão é, sem dúvida, a mais agreste. Tendo em linha de conta a tese proposta, afinal, de que outro modo poderia ser, se, como se sabe, é neste campo que as coisas têm agora ido mais longe? As palavras são duras: «Ao reflectirmos sobre o Islão e sobre o risco que ele representa para o Ocidente, deveríamos imaginar o que seria preciso para vivermos pacificamente com os cristãos do século XVI. Com homens ainda desejosos de perseguir as pessoas por crimes como a profanação da hóstia ou a bruxaria. Estamos hoje na presença do passado. Conseguir estabelecer um diálogo construtivo com estas pessoas, convencê-las dos nossos interesses comuns, incentivá-las a seguir o caminho da democracia e a celebrar a diversidade mútua de ambas as nossas culturas é tudo menos uma tarefa simples.»



«O Fim da Fé. Religião, Terrorismo e Futuro da Razão», do filósofo americano Sam Harris, visto por Rui Bebiano em passado/presente.
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23.6.07

pequenos acontecimentos caseiros

a
1.
Um emprego mal remunerado pode ser um divertimento, uma necessidade, um hábito, um fardo... ou uma muleta necessária até se conseguir que a vida dê a volta.

Há um momento em que em redor as circunstâncias se conjugam. Esse é o sinal.

(De preferência, que nunca mais me calhe em sorte passar anos a lidar com a realidade de centenas de indivíduos portadores de doenças incuráveis. É dose. E nem sequer na escola eu gostava de Biologia.)

2.
Apresente-se a uma criança um livro da Mafaldinha. Ela vai buscar mais dois à estante.
Passa-se um mês:
- Ó mãe, quando eras criança também eras do contra?
Passa-se outro mês.
- Hoje à tarde vais trabalhar?
- Hoje não, tenho que ir ao tribunal.
Uns segundos:
- Ó mãe, é por causa daquilo de ser do contra?

E nós a achar que que lhes é difícil perceber tempos passados...
a

22.6.07

... e o evidente

a

«É evidente que o primeiro-ministro se está nas tintas para o autor deste ou daquele blog, o que o preocupa é a liberdade que grassa pelos bloggers, é liberdade a mais para o gosto de qualquer governante. O mundo era mais certinho quando só havia jornais, jornalistas, governantes e assessores de imprensa. Os jornais têm donos e estes têm muitos negócios. Os jornalistas têm patrão e um emprego de que dependem para viver, sem notícias perdem o emprego e a maior fonte de notícias são os governantes e os “gargantas fundas” da justiça, sem estes os jornais seriam todos cor-de-rosa. Para intermediar entre os governantes e os jornalistas existem os assessores de empresa que, em regra, são jornalistas amigos os ministros ou amigos dos ministros que têm amizades entre os jornalistas.

Ora, os bloggers não dependem dos visitantes para comer, têm a mania de dizer o que pensam e não o que os assessores de imprensa sugerem, são aos milhares e no seu conjunto são mais lidos do que a Imprensa, em suma, são uma praga, uma autêntica filoxera política que urge combater, o mundo a política funciona melhor sem eles. Há que intimidá-los, escolher um para exemplo assustando todos os outros.»

Para ler na íntegra n' o jumento.

a

20.6.07

pequena homenagem

a
a Gianfranco Ferré, o único costureiro capaz de me fazer querer experimentar a maioria das peças que assinou. E um dos autores que mais me ensinou a funcionar com movimento e cor.
a

19.6.07

na escola

a
A escola é...

A escola
é um céu escuro
e nós somos as estrelas.

A escola
tem muitos sentimentos
e muita sabedoria.

A escola
ajuda-nos
e todos saem felizes e contentes.

A escola
não é só aprendizagem
é também uma boa amiga.

A escola
é como um diamante brilhante e cintilante
que resiste a qualquer ataque.
(Catarina Pessoa
7 anos
3º ano
EB1/JI Florbela Espanca
Prof. Filomena Moreno)



Basta assim uma coisa pequena, como um poema para um concurso escolar. E fica a gente com a certeza de a escola ser, para os nossos filhos, um espaço onde se sentem crescer à vontade, em saber e em tamanho, um local que gostam de frequentar.

Fica ainda a satisfação de tudo isto de passar no ensino público. Onde, sem sombra de dúvida, continuamos a poder contar com a gestão mais transparente e com os melhores profissionais.
a

18.6.07

céu


a

Marta Seixas, acrílico sobre tela, exposição na Galeria Gaspar, Barcelona, 1996.

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12.6.07

no princípio, o verbo?

No princípio, ar.
No princípio, chão.
No princípio, som.
No princípio, corpo.
O verbo só mais tarde aconteceu.

É agora a nossa vida uma espécie de caminho no sentido oposto, do meio da confusão a tentar discernir essencial de acessório, sempre à espera de avistar algum pequeno pontinho negro onde descansar de tanta luz em volta.

Mãe África.
Gostemos ou não, algum dia de lá viemos todos. E a sabedoria mais ancestral de todas as culturas humanas, a mais próxima da real essência, continua a ocupar uma boa parte da sua circunstância.

Mãe África.
Saibamos respeitá-la não só enquanto antepassada comum, mas como fonte de inspiração cada vez mais necessária à sobrevivência nesta barafunda civilizacional em que tivemos por sorte nascer.
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(Vem isto a propósito de «Em Moçambique o Sol Nasceu», rapsódia de danças tradicionais coreografada por David Abílio, que a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique apresentou esta noite no Teatro S. João. Um belíssimo espectáculo, com alguns laivos de ancestralidade a passarem pela plateia, que aos poucos entrou na festa e só por falta de espaço não acabou também a dançar.)
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