21.3.08

retratos de outra cidade

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Figueira da Foz, s/d, edição da Cada Havanêsa, 2000


Conheci-a uns anos antes da imagem que se segue, lembro-me da construção do prédio azul ao centro. O protector solar infantil eram barras de manteiga de cacau e as férias grandes duravam três meses, havia as manhãs na praia, as tardes na piscina (quem não teve lições de natação com o professor Barrué, que se apresente...), os gelados no Tamariz e as matinés infantis no Casino ao fim-de-semana. E havia os pique-niques na serra, a da Boa Viagem, que de vez em quando juntavam toda a família - o ramo dali mais os do Porto, do Paião e de Leiria - todos devidamente munidos de tachadas de arroz de frango e garrafas de laranjada e vinho tinto.

(ainda) Rainha das Praias de Portugal, anos 70

Agora é uma marginal entupida de prédios intervalados por pequenas pracetas desagradáveis, porque em todas faz redemoinho o vento. Parece que Buarcos se vai safando dos prédios, mas a serra é uma mancha que cada vez mais se estreita no horizonte.

Buarcos e a serra, com o oásis de permeio, Mar.2008

Numa visita a correr, um destes dias, não pude deixar de registar, na Avenida 25 de Abril, o último resistente:




e um detalhe arquitectónico recente, directamente inspirado nos castelos do Loire, com toda a certeza:



Atente-se no número de casas fechadas. Longe do Verão, a Figueira é isto: uma amálgama de construções vazias, um espaço de ruas destratadas e semidesertas onde não apetece estar.
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18.3.08

quem sai aos seus

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«O Acordo Ortográfico de 1990 almeja a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e o aumento de seu prestígio internacional, pondo um ponto final na existência de duas normas ortográficas divergentes e ambas oficiais: uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa.
(...)
«A língua inglesa por sua vez apresenta variações ortográficas nacionais significativas (comparáveis em escala àquelas observadas nas variedades nacionais da língua portuguesa), mas não conta com uma regulamentação oficial.» (Wikipédia)

Claro que portugueses e brasileiros têm sempre que andar a oficializar tudo. Este lado um tanto provinciano não deixa de ter os seus encantos, pena é que as operetas não encaixem nos meus géneros preferidos.
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17.3.08

back in business

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Não trabalhava nestas coisas vai para mais de 15 anos. Confesso que me está a saber muito bem o regresso!

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16.3.08

foder autárquico

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Chico da Popeline no seu melhor, mais uma vez.
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do conhecimento à subversão

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«Imaginemos um mundo onde cada indivíduo pode aceder gratuitamente à totalidade dos conhecimentos da Humanidade. É o que queremos fazer.»
(Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, 2001)




Quando eu andava na escola, era uma privilegiada: as vastas bibliotecas de uma família de professores em que toda a gente é amante de Belas-Artes, Humanidades e Literatura eram uma inesgotável fonte de ideias e também de material para o «corta e cola».

Sempre me pareceu um absurdo desperdiçar neurónios para chegar ao que outros tinham já investigado e concluído muito para além das minhas capacidades, uma pura perda de tempo.
Isto nunca quis dizer que não aprendesse: apresentar um trabalho significava também ser capaz de sustentá-lo, quer no caso de sermos interpelados oralmente, quer nas avaliações escritas subsequentes. Era antes aprender de outra maneira, que me ajudou a definir padrões de análise no que toca a reduzir as coisas à sua essência (& um docente que não consiga identificar um puro «corta e cola» não é um professor, é um nabo... mas isso é outra história.)

O conhecimento já não é um acumular de sabedoria. É ter muitos saberes ao dispor e ir explorando os pontos onde eles se tocam, interagem, evoluem em conjunto. No presente, os grandes avanços são multidisciplinares, é como que a metáfora de um regresso de ordem prática a uma ideia de ciência da Idade Clássica, mais abrangente.

Sobre a Wikipédia, traz o Le Monde uma análise interessante de Bertrand Le Gendre [Faut-il brûler Wikipédia?] que serve lindamente para estabelecer o paralelo com a sua congénere Wikileaks, o assunto que aqui interessa:

Imaginemos um mundo onde cada indivíduo, anonimamente, pode dar a conhecer os documentos que governos e grandes instituições e empresas gostam de manter secretos. Onde cada um pode contribuir com os seus conhecimentos e saberes específicos para a análise desses documentos (autenticidade, credibilidade, implicações, etc.) e torná-los acessíveis ao grande público.




Quero eu dizer: imaginemos um mundo em que todos temos a real possibilidade de saber exactamente o que está em jogo a cada vez que vamos às urnas botar os votos, a cada vez que concordamos com uma coisa ou nos erguemos em protesto.


Voltando à juventude, anos mais tarde gozei de um privilégio ainda mais raro: o de trabalhar numa Redacção estruturada, dirigida e maioritariamente constituída por muito bons jornalistas (os mais dos quais, mesmo entre os mais novos, não tinham passado pelos tais cursos superiores de Comunicação).
Claro que não podia durar muito: exigia bastante gente e não tenho dúvidas de que saía caro. Mas, durante uns dois anos, foi uma experiência de liberdade, debate e democracia na construção e tratamento da Informação tão empolgante quanto profícua: os resultados eram excelentes.

A vida levou outros rumos, mas deve ter-se completado um qualquer ciclo, porque de repente estou de volta às mesmas circunstâncias: um grupo de trabalho com características semelhantes, mas mais alargado geograficamente.
Em breve aparecerei associada ao tratamento de um documento num grupo de análise interno da Wikileaks - obviamente, não vou falar nele agora - e possivelmente outros se seguirão.

Não se trata de espírito de missão: é pura e simplesmente um grande gozo!


PS - no meu quintal não é nem vai ser um espaço de trabalho. Ainda assim, várias circunstâncias levaram-me a optar por instalar um registo de visitas, coisa que até há um mês não existia neste blog semiclandestino, no caso de ter que vir a rastrear alguma delas. À moda clássica (i. e., contados pelo número normal de dedos), terei cerca de uma dúzia de leitores assíduos, aos quais agradeço.
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15.3.08

somewhere in california

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- Iggy, you call me Iggy.
- Look, I'm sorry I'm late, Jim.


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!!...

a
Uma semana a analisar esquemas de altas transacções financeiras... o mundo é mesmo um poço de surpresas!
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13.3.08

11.3.08

sem assunto

a
Quando anda meio mundo a falar sobre uma coisa, as mais das vezes pouco há a acrescentar. Professores, Menezes e afins são assuntos que começam a tornar-se cansativos. Parecem cromos fáceis muitas vezes repetidos que não há maneira de se conseguir trocar.

Em quatro anos, é a quarta casa que me cabe esvaziar. Porque se morre, porque se adoece, porque se envelhece, porque corre a vida. Não é que se esvazie o pensamento. É só que não apetece falar.
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9.3.08

antes que desse maior bronca...

a
O Banco Julius Baer desistiu da acção judicial que movera contra a Wikileaks no Tribunal de S. Francisco. Ninguém deu explicações.

Mais uma vez demonstra que o seu principal interesse é não criar ondas.
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7.3.08

o oásis

aFigueira da Foz, esta tarde
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6.3.08

o glutão

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Uma montagem muito antiga do JP. Do tempo em que não havia blogs e tentávamos editar fanzines.
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5.3.08

pois...

a
A indústria química (incluindo a farmacêutica): por muitas voltas que se dê, acaba-se sempre nela.

«À qui profite le trafic d'organes?», crónica de Yves Mamou no Le Monde.
a

aula prática

a
«Pacheco Pereira, director do Público, faz a anatomia de um casino e conta a história de um Ferrari»
[Público, 5.3.08, pág. 15]

Este é o título. Mas o texto conta sobretudo a história de como Pacheco Pereira deu uma aula prática de investigação e pôs os jornalistas a sacar uma notícia do material que há muito tinham em mãos, sem darem por ela.
Foi a aplicação de «um método da ciência histórica», dizem. Não, não foi: é um método universal - coligir dados, analisar, interpretar, elaborar teorias, confirmá-las. Sucessivamente. Vale para a História assim como para a Informação, a Astrofísica ou a Biologia.

O resultado é uma notícia que se baseia em factos muito concretos - uma baforada de ar fresco na abordagem de um assunto nebuloso. Um facto interpretável, mas indesmentível. E muitíssimo relevante.

Se calhar com gente 'de fora' faz-se mesmo melhor jornalismo...
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4.3.08

à moda antiga

aSra. da Hora - Set.2007
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life's tough

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Às vezes há quem ache que nos passa a perna. E que a gente nem nota. Engraçado é ver depois chegar a altura em que percebem que não conseguem andar sozinhos. Ficam à roda a espernear.
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3.3.08

pior a emenda que o soneto

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Com incongruências destas, não se chega a lado nenhum. O que impedia o proprietário de criar as condições necessárias para se poder fumar legalmente no estabelecimento?

Anda tanta gente, em tanto lado, a fazer tanto barulho com tanta falta de substância que eu começo a achar que a poluição sonora está a afectar as mentes. Nomeadamente as dos jornalistas, quando veiculam comunicados mas se esquecem de tentar responder às questões levantadas pelas próprias notícias.
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2.3.08

happy birthday

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O 'tio' Lou faz hoje anos. Não sei se me salvou a vida, mas salva-me a alma muitas vezes.


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1.3.08

baer vs. wikileaks: 0-1

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"Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances."
Bill of Rights, USA, 1791

Posto isto, o domínio wikileaks.org foi reaberto, por ordem do mesmo juiz que há duas semanas decidira bloquear o acesso ao site, no âmbito do processo movido pelo Banco Julius Baer.

Desta vez, os advogados eram mais de uma dúzia, representando não a organização, que não tem existência formal, mas o proprietário do domínio (um cidadão australiano residente no Quénia) e os seus redactores, individualmente, além de várias instituições e empresas de Comunicação Social que se organizaram em defesa do cumprimento da 1ª emenda da Constituição norte-americana.

«The legal storm comes as Baer and other private banks watch international pressure mount on Liechtenstein, a European principality and tax haven, to lift its veil of bank secrecy. Many countries such as Germany and the United States say such secrecy helps their citizens to evade taxes.

Baer said on Thursday that the documents, posted on Wikileaks.org by a self-described whistle-blower, alleged tax and money laundering schemes involving Cayman Islands accounts. The bank said the documents were falsified and it denied the claims made in them.

Baer faced an international backlash after news media reported on the court injunction. Baer said the documents were prohibited from publication under both U.S. and Swiss laws.

(...)

Judge White's earlier ruling, which endorsed a settlement between Baer and Dynadot, backfired as it drew huge numbers of visitors to so-called mirror sites set up by Wikileaks.org that provided a back door to the site. White said the publicity generated by his earlier ruling was a factor in his reversal.

"The court has serious questions about the effectiveness of any order this court might issue, given the current state of affairs, that these matters are fully out in the public domain, in the virtual domain," White said.» [Reuters, sem link]

O processo judicial, entretanto, segue o seu curso. Aguarda-se que o tribunal decida como há-de considerar esta coisa colectiva sem papéis nem sítio certo, e que parece querer enfatizar esse estatuto - os advogados fizeram questão de frisar que não representavam o site wikileaks.org.
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29.2.08

e pensar que passou fome...

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Podem os direitos de autor abranger uma obra sobre a obra? JK Rowling e a Warner Brothers pensam que sim.

Não lhe li os livros, mas nunca tinha visto um escritor dar tão pouco valor ao que faz enquanto literatura.
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nem saía assim tão caro

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A questão não é o preço do helicóptero.

A questão é:

E pode um barco destes fazer-se ao mar sem que nenhum dos tripulantes saiba prestar primeiros socorros?

Possivelmente pode. Mas não devia.
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28.2.08

chatear o próximo

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Rezam as crónicas que é costume andarem os inquilinos de casas mais antigas a exigir obras aos senhorios e que estes quase nunca as fazem. Pois esta crónica é diferente: quem quer fazer as obras é o dono da casa, mas é preciso enfrentar a dupla Matilde e Georgina.

Matilde e Georgina são um duo de respeito, gente educada com o maior esmero e cuidado. Aparentemente vivem de rendimentos. Matilde é a inquilina, Georgina é a filha que com ela passa umas temporadas, volta e meia.

Ora, a canalização da cozinha está velha, a água já pinga no andar de baixo. É preciso reparar os estragos, obviamente. Qualquer vulgar inquilino ficaria grato por o senhorio se dispor a fazer as obras de imediato, sobretudo se o contrato de arrendamento datar da década de 60. Mas não desprezemos o esmero da D. Matilde nestas ocasiões: disse que não, nem pensar em ficar uns dias sem poder servir-se da cozinha.

Vou omitir os detalhes subsquentes, seria mera redundância. Digamos apenas que hoje era necessário ir avaliar os estragos. Que anda por lá a Georgina. E que essa abusa nos requintes.

Quando chegamos, berra sempre que está a sair do banho (mesmo que tenha acabado de ser vista a entrar em casa, como foi o caso de hoje). E fica-se uns 20 minutos à porta enquanto ela nos vai destratando lá de dentro. Quando abre, é suposto já estarmos em 'ponto de rebuçado'. E depois continua a sucessão de ofensas.

Foi um embate de leões.

Mas consegui, senhores! Consegui que se fizesse o necessário sem ser preciso sair do sério, com a preciosa colaboração do Sr. Fernando, que entrava em acção sozinho a cada vez que eu tinha que dizer «Eu não tenho que aturar isto!» e virar costas. Pensei estar a salvo em casa da vizinha, mas ainda assim ela veio atrás. A dada altura quase respondia, mas o serviço estava feito e optei por vir embora. Ficou aos gritos nas escadas.

Enfim, a peixeirada foi linda de se ver... mas a Georgina teve mesmo que a fazer sozinha.

Safa!!!
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27.2.08

wikileaks mobiliza apoios

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Um movimento de apoio à Wikileaks, integrando Comunicação Social e instituições de interesse público norte-americanas, está a pressionar o Tribunal Federal de S. Francisco no sentido de ser reposto o acesso ao site principal da organização. [when it gets to the laundry business]

Representantes legais da Electronic Frontier Foundation, da American Civil Liberties Union e de 12 outras organizações, incluindo o «The New York Times» e a Associated Press, alegam que a decisão do juiz Jeffrey White viola a liberdade de expressão garantida na Constituição norte-americana.

A Wikileaks, entretanto, está a organizar a resposta judicial ao processo aberto pelo Banco Julius Baer, com sede na Suíça, que não gosta que o povo conheça as suas operações de lavagem de dinheiro.
Tentam contornar a questão da sua própria representação, que se está a revelar complicada, uma vez que é uma estrutura sem existência burocrática, no sentido oficial do termo, não havendo por isso ninguém com legitimidade para constituir advogados no processo.

Por todas as razões, uma história para seguir com todo o interesse.
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back to school

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Os professores 'em luta' deixaram de estar 'isolados' quando perceberam a eficácia do horário dos directos nos telejornais num país em que as greves já não causam grande mossa.

Concordando ou não, já todos percebemos o que quer o Governo. À parte as reivindicações de classe, eu gostava muito de perceber que escola(s) querem os docentes. Concretamente.
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26.2.08

nem sempre é para pior...

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Tinha que estar para vir alguma coisa: há algumas semanas, subitamente, desapareceram os contentores que há alguns anos alojavam a família da D. Ivone.
Soube-se agora que há um plano de urbanização para a área a poente do Estádio do Mar.

A Cruz de Pau continua a diluir-se na malha urbana. Boas notícias. A integração social só se consegue com a mistura, e a dinâmica do processo tem sido interessante.
Há 30 anos, era um bairro onde se passava fome; ao lado, uma urbanização de luxo emergente. Agora é um todo heterogéneo e alargado - habitação social, classe média, alta burguesia. Criou-se comércio, criaram-se empregos, criou-se vida.

(Quanto ao impacte ambiental da nova estrutura rodoviária, seria bom que se estudasse igualmente o que é provocado pelo insuficiente acesso à rede de auto-estradas a partir do centro da cidade. Só assim se poderia avaliar devidamente.)
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