18.4.08

a grande questão

a
Que inesperado laivo de bom senso teria levado Menezes à demissão?
a

17.4.08

a vez da índia

a
Em vez de sair rumo a norte, a tocha afinal seguiu para oeste; em vez de um percurso de 9 km, fizeram-se pouco mais de dois, em estafetas de cerca de 300 metros para cada um dos 70 portadores.

A passagem da tocha por Nova Deli decorreu sem incidentes. Às escondidas, meio a medo. Assim corre o ideal olímpico nos nossos dias.
a

15.4.08

a forma e a substância

a
O Tribunal Central Administrativo do Norte considerou que um vereador não pode usar «do direito de acção popular correctiva para impugnar uma acção» da autarquia, contra a qual até já tinha votado. É uma questão de forma.

O JN conclui que a Câmara do Porto pode entregar a concessão do Rivoli a La Féria.

Não obstante, a própria notícia menciona a acção interposta pela Plateia, que continua a correr. E ainda diz que o argumento da autarquia contra uma providência cautelar foi o de o encenador ter o estatuto de mero «convidado».

Em que ficamos? E onde se vislumbra a notícia de já ter sido apreciada a substância da matéria em análise?


PS - Judicializar a política é uma subversão do sistema, obviamente. E salta aos olhos que o 'bom pobo' do Porto prefere esta versão do Rivoli. Por muito que custe. Tem destas coisas, a democracia: não há uns votos melhores do que outros.

Mas se o que é público é de todos, pelo menos deve haver concurso.
a

há 3/4 de século

aFamília Costa, Paião, anos 30.

Uns anos depois deste 'cliché', a mesma senhora foi à loja do fotógrafo comprar um outro, da menina já adolescente, que o homem tivera a ousadia de pintar a aguarela (o Photoshop daquele tempo) e pôr na montra. Ter o retrato afixado não condizia com o recato conveniente a uma donzela em lado nenhum, muito menos no Portugal salazarista.

O senhor negociava fazendas e artigos funerários em terra de alfaiates. Republicano convicto e ateu, não deixava de cultivar profunda amizade com o pároco da vila. Rezam as crónicas que era também um grande democrata e defensor do pluralismo de ideias. Em sua casa reuniu, durante muitos anos, uma pequena tertúlia de oposicionistas locais no seio da qual circulavam, entre outras coisas, as edições clandestinas do «Avante!».

A menina é minha avó. Ainda hoje mantém o mesmo gosto pelo aprumadinho.
a

14.4.08

urbanidades

a
Mais um apontamento do percurso a céu aberto do ribeiro da Riguinha. Foi anunciado há tempos um plano para a criação de uma continuidade de espaço verde entre o Parque da Cidade e as imediações do Norteshopping.



Parque de Real, entre a Cruz de Pau e a Biquinha - Set.2007


O agradável, nesta concepção, é ver que o verde não se organiza em ilhas, mas integra os viveres quotidianos da cidade. A contrapartida serão os alucinantes aumentos do IMI, mas acho que todos temos que reconhecer que a qualidade do espaço urbano tem um preço.
a

o crime desorganizado

a
Luís Fernandes em entrevista ao «Público»/Rádio Nova, ou mais um retrato da vida de certos bairros portuenses:

«O mercado das drogas não se fixa de modo aleatório, fixa-se por razões estruturais que se prendem com a tal crise da sociedade pós-industrial. Recruta mão-de-obra nos sítios onde a empregabilidade está em crise profunda, onde se esbateu o vínculo entre a escola e o trabalho. Para muitos dos nossos jovens, sobretudo os das camadas mais desfavorecidas, a escola é um destino que abre para parte nenhuma. Os bairros sociais tinham, já nessa época, uma certa fractura em relação à cidade, que nunca foi resolvida: continuam a ser sítios de margem, a manter um certo aspecto de fortificações onde é mais fácil desenvolver actividades perseguidas criminalmente. Nada de especial: as pessoas lançam mão das economias de interstício [como o tráfico de droga ou a venda de contrafacção] de que precisam para sobreviver.

(...)

«As drogas são um mercado com diferentes patamares, diferentes interesses e múltiplos agentes. Diria até que são o contrário do crime organizado, são o crime desorganizado. Ele vai para tantos lados, tem tantos agentes que não se conhecem uns aos outros que não podemos ter um modelo de pirâmide. Funciona muito mais em raiz, horizontalmente.

(...)

«Os bairros sociais não são independentes entre si. Fruto até de políticas sociais. Um indivíduo pode viver no bairro A, a família cresce, o filho casa-se e tem direito a habitação social no bairro B. Há relações de família, de vizinhança. Isto também funciona para os mercados, sejam de T-shirts na feira de Espinho, sejam de venda de produtos ilícitos. E felizmente que é assim. Quando o Estado-providência não funciona, há uma sociedade-providência. Vejamos a situação seguinte: pai e mãe a trabalhar na mesma fábrica, a fábrica é deslocalizada; de repente, ficam os dois desempregados, há cinco filhos menores. Se calhar, há um vizinho que os conhece há muitos anos e que até obtém os seus proventos da venda de drogas e que consegue suportá-los economicamente durante um tempo. Aqui o dinheiro da droga está a cumprir um papel que o Estado-providência devia cumprir e não cumpre.»
a

listening wind

a

Não é bem um filme... mas só aqui está pelo som:




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13.4.08

colapso informático

a
A confusão foi tanta que só dava para rir, mas há alturas em que um PC só tem um remédio: a aposentação.

Por muito que cu$te... o certo é que o desastre se anunciava há algum tempo: o sistema empancava tantas vezes que chegava a ter a impressão de estar de volta ao antigo emprego na Administração Pública (e isto não é boca - grande parte do equipamento informático era reconstruído a partir de material obsoleto).

Agora estou na parte chata: instalar tudo outra vez... Pelo menos funciona, e tão silenciosamente que até estranho!
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12.4.08

a

FREEDOM OF EXPRESSION AWARDS 2008


The Economist New Media Award

«This new award seeks to recognise the use of computer or internet technology to foster debate, argument or dissent. Nominations can also cover those who enhance online freedom, through the use of new technologies.»

The nominees:

AJ Naklasila/Channel 4 New Media / Truevision (UK)
Ethio Zagol (Ethiopia)
Wikileaks (International / US)
Iran Proxy (Iran)
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11.4.08

em desespero de causa

a
Entre as coisas que sinceramente dispensava estão as festas de casamento, sobretudo quando metem missa e exigem farpela de cerimónia.

O raio da farpela é um verdadeiro trinta-e-um: já vão duas tardes inteirinhas a calcorrear lojas umas atrás das outras sem vislumbre de trapo vagamente adequado. A razão? Só se encontra o que é mau e o que é muito bom, o razoável é um nicho de mercado em vias de extinção há muito tempo.

(Não imaginam as saudades do tempo das antigas costureiras em cujas mãos se podia pôr um bom corte de seda com toda a confiança!)
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10.4.08

o dia dos ilusionistas

a
Aparecia e desaparecia de surpresa: à passagem por S. Francisco, a chama olímpica ficou conhecida como 'a tocha Houdini'.

Mas o passe mágico do dia teve outro palco. Em visita oficial à China, o primeiro-ministro australiano dirigiu-se a uma plateia de estudantes em plena Universidade de Pequim. Falando em mandarim, língua em que é fluente, Kevin Rudd afirmou ser «necessário reconhecer que existem problemas significativos de direitos humanos no Tibete» e deixou um apelo: «A comunidade internacional anseia pela plena integração da China no ordenamento jurídico global, incluindo os aspectos da segurança, economia, direitos humanos e ambiente».


Claro que funcionaram os velhos truques da censura e a Imprensa local não deu notícia da visão crítica do chefe do Governo australiano.

Ainda assim, há-de ter sido coisa digna de ser vista.
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9.4.08

é sempre de desconfiar...

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Afinal, as fragilidades do Estado sempre se revelam directamente na história dos polícias alemães na Líbia. Diz o Le Monde que se calhar o senhor Schröder andava a negociar reféns...

«Vários funcionários da polícia, antigos e actuais membros de forças de elite, e também alguns militares são acusados de ter dado formação a polícias líbios durante períodos de licença, sem autorização das hierarquias e recebendo remuneração. (...)

«Segundo o jornal «Bild am Sonntag», o envio de polícias alemães seria uma contrapartida face aos esforços da Líbia para a libertação dos reféns alemães detidos pelo grupo de Abou Sayyaf, na ilha de Jolo, Filipinas, em 2000. O jornal afirma que o ex-chanceler Gerhard Schröder teria abordado o assunto com o presidente líbio Mouammar Kadhafi num encontro secreto no Cairo, em 2003, e no decurso de uma visita oficial a Trípoli, em Outubro de 2004. Membros da Embaixada alemã em Trípoli teriam sido advertidos desta acção de maneira 'informal' entre 2005 e 2007.»


Para ler na íntegra: Des forces de sécurité libyennes auraient été formées par des policiers allemands
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8.4.08

progressão automática na carreira docente

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A prosa que se segue foi redigida por uma professora de Português que (automaticamente) progrediu até ao topo da carreira. Está agora aposentada.

«Exma. Senhora

Há cerca de dois meses comuniquei-lhe telefonicamente que existiam infiltrações no tecto da minha cozinha, provocadas por uma fuga de água ou esgoto do 1º andar e que estariam a degradar o prédio do qual é proprietária, causando-nos ao mesmo tempo grande incomodo as pingas de água que se verificavam constantemente.

Ao mesmo tempo e nessa altura, procurei junto da sua inclina do referido 1º andar a permissão para que fossem feitas as reparações devidas, ao que esta se recusou, invocando o incómodo das obras.

Disso lhe dei conhecimento de imediato e que seria melhor recorrer a um advogado, que a intimasse a autorizar as respectivas reparações, o que aconteceu, segundo informações recolhidas.

Contudo até agora nada aconteceu e parece que a inclina do 1º andar só autoriza a entrada na sua habitação depois do seu advogado informar o advogado dela da data do início das obras bem como do prazo da sua execução.

Considerando que é urgente proceder às reparações devidas para obviar a degradação do prédio e o incomodo provocado na minha habitação, da qual sou totalmente alheia e sem nenhuma responsabilidade na situação, venho assim e por este meio, mais uma vez solicitar as medidas adequadas na resolução de tal problema.

Se tal não se verificar num prazo razoavelmente aceitável somos abrigados a recorrer aos meios legais ao nosso alcance.

Sem mais apresento os meus cumprimentos na certeza que seja encontrada uma solução para a desagradável situação.»
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7.4.08

a liberdade de expressão também

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Torre Eiffel (Philippe Wojazer - Reuters)


«A chama olímpica pertence a todas as pessoas do mundo.»

Wang Hui, porta-voz da organização dos JO de Pequim
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6.4.08

democracia & protesto

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Downing Street (Alessia Pierdomenico - Reuters)

Quando toda a gente se porta civilizadamente, as coisas acontecem como nos protestos em Wembley, esta manhã.
O respeito pelas regras democráticas compete aos polícias, mas também aos manifestantes: quando cada um faz o seu papel com a devida consideração pelo do outro, as coisas podem passar-se assim.
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5.4.08

as condições da república francesa

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Rama Yade expõe as condições para o presidente francês estar presente na abertura dos Jogos Olímpicos: fim de actos violentos contra a população e libertação dos presos políticos, luz sobre os acontecimentos no Tibete e abertura de diálogo com o dalai-lama. [Le Monde]

Gosto desta estratégia de Sarkozy: nunca diz que não vai e ao mesmo tempo não se cala.
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4.4.08

a mão que embala o berço...*

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Já lá vão uns bons anos, li uma notícia acerca de o Governo de Israel estar tentar impedir a publicação de um livro no Canadá, alegando conter informações que poderiam pôr em causa a segurança do Estado judaico. «By Way of Deception» foi escrito por um ex-operacional da Mossad, Victor Ostrovsky, em parceria com o jornalista Claire Hoy. Uns anos mais tarde apanhei por acaso a tradução: «Mossad - Os Segredos da Espionagem Israelita» (Círculo de Leitores, 1991).

Histórias como a que acabei de ler na BBCNews, de membros especializados da polícia alemã a treinar ilegalmente forças líbias, era uma das coisas que lá se dizia ser prática corrente em muitos sítios, legal ou ilegalmente. Muitas vezes as acções de formação estão ligadas a chorudos contratos de venda de novas tecnologias de armamento. O verdadeiro escândalo será não virem à luz mais vezes.

Mas o sumo que tirei do livro não foram as histórias que relata. Foi antes, e através das mesmas, o facto de revelar de forma muito evidente as múltiplas fragilidades dos Estados face a quem controla as formas de obter certa informação e manobra na(s) sombra(s).

O segredo, evidentemente, é a alma do negócio. Claro que há sempre um dia em que enfim se sabe, ou quase sempre... mas entretanto, e das mais diversas formas, morrem quantos?

*... é a mão que governa o mundo.
a

3.4.08

eu voto no bhutia

a
Baichung Bhutia, capitão da selecção nacional de futebol da Índia, recusou a honra de transportar a chama olímpica no percurso pelo seu país. O atleta deveria entrar com a tocha na cidade de Nova Deli, no próximo dia 17.

«É a minha forma de tomar posição ao lado do povo do Tibete e da sua luta», explicou ao The Times of India.
a

2.4.08

early spring

a

Pareceu periclitante, mas afinal só faltava ferro - ainda hei-de conseguir suspender o raio do jasmim frente à janela!





Entretanto, as tulipas vão dando resultados mais ou menos. Floriram melhor os bolbos que estiveram sempre ao sol e tive a sorte dar a tempo com uma colónia de afídeos.



Andava uma borboleta pelo gerânio, vai ser preciso andar de olho nas lagartas.
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31.3.08

a rimar com TCN

a
De momento, ainda é assim:


mas em breve tomará a seguinte forma:

















Os preços já ultrapassaram os 1400€ por metro quadrado, diz o Jornal de Notícias. O empreendimento, na Rua de Trás, é da Sache - Solidariedade e Amizade Cooperativa de Habitação Económica (!!!) e chamam-lhe reabilitação urbana de qualidade.
Quanto a mim, é um belo exemplo de como a uniformidade de volumes destrói a paisagem, de como nos roubam uma rua para fazer um corredor.
O alarmante é a notícia de que a Sache vai recuperar pelo menos 18 edifícios no centro histórico do Porto.
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30.3.08

o papiloma

a
É um vírus e provoca uma verruga que se remove com uma pequena cirurgia. A grande chatice é quando origina a conjuntivite inflamatória secundária que me mantém «à Camões» vai para mais de 15 dias...


A inflamação vai melhorando com os medicamentos, mas ainda assim o raio do ponto na vista continua a intrometer-se na minha presente relação com a realidade. É incontornável. Qualquer possível momento de irritação descontrolada terá provavelmente a ver com isso.
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29.3.08

então e as turmas?

a
(nota: este post foi publicado por engano ainda em estado de rascunho e devidamente acrescentado algumas horas depois)

Há uns tempos, andava no ar uma certa revolta por as escolas terem sido referenciadas por seleccionar os alunos ao constituir as turmas. Lá foi outra vez a ministra acusada de andar a querer denegrir a imagem da classe docente, mas por ora ninguém se lembra do caso.

O facto é que, com toda a naturalidade, a Escola Carolina Michaelis reconhece ter agrupado um conjunto de alunos com percursos disciplinares prévios complicados noutros estabelecimentos.
E parece que não há quem estranhe que assim aconteça, é mesmo normalidade vigente haver nas escolas grupos de adolescentes estruturados com mais condições de se organizarem como bandos do que como turmas.

Agrada a todos, a começar nos pais dos outros: ninguém quer ver os seus filhos em grande convívio com os gandins. Estes, que normalmente já em família foram privados da aprendizagem das regras básicas de socialização, ficam igualmente impedidos de as aprender entre pares, pelo menos minimamente.

Por outro lado, se há coisa necessária é saber lidar com esta gente - vamos levar com eles vida fora, no quotidiano, nos empregos, nos transportes (até mesmo na família, tantas vezes...) Não vejo por que há-de ser uma tragédia aprender na escola a lidar com realidades transversais a toda a comunidade.

Ontem tive uma amostra do que deverá ser a reacção da maioria das famílias de crianças prestes a transitar para o 2º ciclo: é o pânico total, encha-se a escola de polícias!


PS - Li hoje a notícia de que está por regulamentar o acesso ao Ensino Básico antes da idade normal de crianças precoces ou sobredotadas. A prolongar-se a situação, este ano lectivo ficam de fora. Confesso que me custa a crer que tal aconteça, mas se se vier a passar, processe-se o Estado: estará a lesar gratuita e irremediavelmente os direitos básicos desses cidadãos.
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27.3.08

não contem a muita gente...

aMatosinhos, Fev. 2008

Uma das coisas de que mais gosto nas cidades são os seus pequenos lugares secretos.
Este é em pleno centro de Matosinhos, a 50 metros não é fácil encontrar estacionamento. E não é nenhuma florista, mas um simples particular à conquista de espaço para um jardim.

São raros os centros históricos de grandes cidades que resistem à invasão do comércio e da restauração, acompanhando a horda de turistas. Aqui mantém-se a alma, algumas pequenas hortas, os modos de vida. E pelos vistos ninguém se incomoda com umas dezenas de plantas a ocupar o lugar onde caberiam dois automóveis.
a

26.3.08

não funciona?

a
5ª feira - um olho aparentemente infectado. Recorro ao Centro de Saúde: pomada e Urgência do S. João, caso não melhore, o pequeno abcesso pode precisar de ser lancetado;

domingo - um olho inchado. No S. João alteram a pomada e reencaminham para o Pedro Hispano, não é um abcesso e precisa de acompanhamento;

hoje - Pedro Hispano: consulta amanhã para marcar cirurgia em ambulatório quanto antes.

É verdade que uma consulta de Oftalmologia demora meio ano, pelas vias normais. Mas também parece ser verdade que há resposta para situações mais urgentes.
a