10.7.08

c'est l'immonde!

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Cohn-Bendit não diz nada que não se saiba, limita-se a resumir a história. Não é uma festa do desporto, é uma feira de grandes negócios.
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les bourgeois

a


a

9.7.08

o que não se faz

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«Just as important as what you write in China is what you don’t write: the sources you don’t quote (even if they say it’s “no problem”); the pictures you don’t take; the homes and workplaces you don’t barge into. Especially if you’re not staying in China for long or you don’t speak the language, (...) the government’s repressive machinery may be invisible to you. You may not recognize your Public Security Bureau tail for what he is. And you’ll have long ago left town when he comes back to visit that fascinating internet entrepreneur whom you drank tea with for a couple of hours in Wuhan. You may never even know that your source had to pay a massive bribe to keep his business going after that, or to keep his kid in college. His wife won’t call you when he gets dragged off to the police station for “questioning.” They’ll have learned their lesson — not to talk to reporters — but you won’t be there to learn yours.»


A Human Rights Watch elaborou um Guia do Repórter para os Jogos Olímpicos de Pequim. Um trabalho que também se lê como se fosse uma reportagem.
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8.7.08

melhor que no cinema

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À hora de almoço, o telefone:

- Ó menina tem que vir cá que o paizinho não está bem.
- Mas o que se passa?
- Ainda agora ajudei a Paula a levá-lo para a cama.
- Mas porquê?
- Porque ela já não podia, andou com ele a manhã toda.
- MAS O QUE É QUE ELE TEM?
- Isso não sei bem, é melhor chamar a Paula...

- Então Paula, que aconteceu?
- É o paizinho, não consegue mexer a perna. Esteve assim a manhã toda. Agora parece que lhe está a prender a fala.
- A prender a fala?
- Sim.
- Ligue já para o 112.


Pouco depois, nas Informações da Urgência do S. João:

- O meu pai acabou de ser trazido pelo INEM. Tem alguns problemas, nem sempre consegue prestar as informações necessárias.
- Fez a triagem com ele?
- Não, acabei de chegar.
- Então não posso deixá-la entrar. Como ainda não foi visto, não lhe posso dizer nada. Tente daqui a duas horas.

Duas horas depois: «Está a fazer um RX».

Outra hora depois: «Está à espera de oito análises» (sic).

Um quarto de hora depois, a médica:

- Fez RX, fez análises e não lhe encontro nada nos pulmões, mas convém vigiar. E vai medicado para a bronquite.
- Bronquite? Mas o meu pai tem alguma coisa nos pulmões?
- Todos os fumadores têm bronquite.
- Fumadores?? Mas ele não fuma!
- Ele diz que sim. E entrou com queixas de falta de ar.

O sucedido, percebi depois: não é a primeira vez que estes episódios lhe passam em branco. Sem memória do que acontecera, mas já ligeiramente recomposto, o homem chegou à triagem e espetou a primeira história que lhe veio à cabeça.

Claro que ninguém se lembrou de ler o relatório do médico do INEM...
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até o ar se mantém turvo

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A um mês dos Jogos Olímpicos, a BBC News testou a qualidade do ar em Pequim durante uma semana:

«On one of these days, the pollution reading was seven times over the WHO's air quality guideline.»

A única hipótese parece ser parar a cidade. Não duvido que o façam.
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7.7.08

soleil, moi je suis noir dedans

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Forma, textura, estrutura, movimento, cor. A combinação perfeita é uma arte maior.

Segue-se um excerto da retrospectiva da obra de Yves Saint-Laurent, no desfile com que assinalou, em simultâneo, a retirada e os 40 anos de carreira.

Dizia ele que roupa e moda são coisas diferentes. De facto, e a não ser que previamente se conheçam as colecções, acho que por esse lado ninguém consegue datar a generalidade das obras.






PS - Muito gostava eu de ter o casaco que deu título a este post...
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6.7.08

é uma alegria!

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A Queima é pior, dura uma semana inteira. Mas o festival da Super Bock não é menos barulhento.

A poluição sonora que na gestão de Rui Rio se instalou nesta zona é um absurdo. Já levávamos com os pinguins, depois vieram as corridas, agora os festivais...

[Valeram os ZZ Top. Pelo menos pela janela, um concerto excelente.]
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4.7.08

reféns

a
Na Colômbia voltou a provar-se que a inteligência, a imaginação e a audácia valem infinitamente mais que as bombas. E sem danos colaterais.
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diplomacia na infância

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«O meu quarto está um bocado preenchido...»

(Ela queria dizer um completo caos)
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1.7.08

supranumerários

a
Substituídos por meia-dúzia de CDs suspensos ao longo de um fio... o choque tecnológico não poupa nem os espantalhos!





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30.6.08

à gargalhada

a
Pedro Baptista apela a Narciso Miranda para tentar derrotar Renato Sampaio na distrital socialista. [Público, sem link]

... e consolida a liderança no ranking dos meus cromos políticos preferidos.
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29.6.08

melt!

a
A música estava para entrar há dias, mas a coisa encravou e só hoje apareceu recomposta. Por coincidência, quando ainda recupero dos efeitos de uma noite de S. Pedro com um pequeno bando que não se reunia desde os tempos em que ouvíamos estas coisas juntos. Para muitas perdi a pachorra, mas continuo a tirar o chapéu a Siouxsie and The Banshees.

(Assim como o tiro a este bando de doidos quando se junta em congresso. É memorável, quase sempre. Quase tanto como algumas das noites desses inenarráveis anos 80!)



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28.6.08

o recreio

a

Há ainda um jardim de aromáticas, uma pequena horta, um campo de jogos e uma quintinha.

Não, não é uma escola para elites endinheiradas, é o Centro Infantil (creche, jardim-de-infância e ATL) da Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos.

Ou a principal razão para não ter alinhado nas extracurriculares oferecidas na escola pública. Lá não há relva onde sujar as calças.
a

27.6.08

cada vez melhor

a
Boletins de voto numerados? É o que diz a legenda da foto 4.
a

26.6.08

the net

a
Campanha para a prevenção do HIV em Moçambique:




a

plano pessoal de leitura

a
Os clássicos da literatura portuguesa que volta e meia acabo por oferecer? «Nome de Guerra», do Almada Negreiros, e a Poesia do António Maria Lisboa.

Desta vez pendeu para o segundo:


POEMA DO COMEÇO


Eu num camelo a atravessar o deserto
com um ombro franjado de túmulos numa mão muito aberta

Eu num barco a remos a atravessar a janela
da pirâmide com um copo esguio e azul coberto de escamas

Eu na praia e um vento de agulhas
com um Cavalo-Triângulo enterrado na areia

Eu na noite com um objecto estranho na algibeira
- trago-te Brilhante-Estrela-Sem-Destino coberta de musgo
a

25.6.08

o assalto

a
Onde pára a polícia? Não pára!


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24.6.08

é s. joão!

a
Matosinhos, Nov. 2007

Em ano em que não há paciência para uma noite empestada de sardinha, uma constatação:

Ele diz que é a crise, os ricos mais ricos, os pobres mais pobres. Aqui à volta, parece que a crise é um pouco diferente, já que uns e outros se desdobraram em lançamentos de fogo-de-artifício noite fora. Começou pelas dez, ainda continua. Aqui em Matosinhos, nunca tinha visto nada assim.

Os protestos contra o aumento do custo de vida continuam quarta-feira.
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19.6.08

a

ele há melgas!

a
Há mais ou menos um mês, chegou-me um panfleto. A mãe de uma das crianças da turma tinha comprado uma peça de estanho para oferecer à professora e convocava uma reunião com os eventuais interessados em comparticipar na «oferta colectiva».

O que primeiro me ocorreu? Que é uma bela forma de rentabilizar os monos que nos oferecem. Que decidir primeiro e consultar depois não é maneira de fazer as coisas. Que a professora deve ter a casa mais que cheia dos ditos monos. Que tenho mais o que fazer à vida.

Não tinha interesse, não apareci. Pensei que a coisa estava arrumada. Mas quem me manda pensar a mim pensar?

Hoje era festa de finalistas. Vai daí, logo de início, sou abordada pela organizadora. Que éramos os únicos a não entrar. Paciência, respondi. Que seriam três euros por cabeça. Mas a questão é de princípio, não de preço. Desistiu.
Mas não é que tivesse percebido: ao final veio outra. Assim mais ao coração. Era uma prenda dos meninos - que não foram tidos nem achados no assunto -, haveria um postal assinado por todos e, em grande final, iriam um a um, e de surpresa, depositar uma rosa na mesa da senhora. O postal e a rosa, vá, ainda concedi para não estragar a festa. Mas a coisa era em pacote, não podia...

Puxou-me a veia poética transversal. Quer dizer: entornou-se mesmo o caldo. Se não era, não ficou. E a senhora, de cara à banda, lá continuava a insistir que a menina com certeza fica triste, e eu a sossegá-la, lembrando que a explicação das razões - à menina e à professora - são da minha exclusiva competência.

À menina já expliquei. Encolheu os ombros.
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17.6.08

... e a caravana passa

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«É cada vez mais complicado conseguir um visto para entrar na China e o Governo chinês impôs fortes restrições à renovação dos vistos, o que obrigou milhares de empresários e estudantes estrangeiros a abandonarem o país asiático nas últimas semanas, não podendo regressar antes do final dos Jogos Olímpicos.» [JN]

«Since 2003, 64 people have been arrested for publishing their views on a blog, says the University of Washington annual report.
In 2007 three times as many people were arrested for blogging about political issues than in 2006, it revealed.
More than half of all the arrests since 2003 have been made in China, Egypt and Iran, said the report.» [BBC News]
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home cinema

a
O raio das voltas da vida por vezes são muito divertidas. Sobretudo quando se tem por costume apreciar certas festas familiares mais do lado da cozinha. Como quem está por engano, mais ou menos, nem por isso...
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16.6.08

evitar polémicas

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É tudo 'clean': os árbitros não se enganam, o público não se exalta em demasia e provavelmente até os jogadores deixaram de soltar palavrões.

«Pela primeira vez na história do Campeonato Europeu de Futebol, a UEFA tem o monopólio sobre a edição das imagens de todos os jogos. Um painel de árbitros decide quais os momentos do jogo que podem ser difundidos nos estádios, excluindo aqueles que possam provocar reacções violentas dos espectadores, e apenas as imagens produzidas pela UEFA são cedidas às televisões.» [Público, sem link]

O princípio é simples: são os donos do quintal, portanto acham-se também donos do que por lá se passa. Afinal, é só espectáculo. E negócio. Ou mais um capítulo do manual acerca da confiança que não se pode ter nos media, que também estão dependentes de contratos publicitários.

Ou me engano muito ou mais bonito ainda vai ser nos Jogos Olímpicos.
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o fim do calvário

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Faltam cinco dias, cinco. E acabam quatro anos a amanhecer às 6h30 da manhã.

É obra!

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14.6.08

primeiro voo

aMarta Seixas, acrílico sobre tela, da exposição Para Uma Cartografia Interior, Galeria OM, Penafiel, 2002.
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