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7.1.09

o recado

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Outra vez Gaza. O objectivo é antigo e a estratégia minuciosa, um dia acabam mesmo por expulsar de lá os palestinianos todos.

Mas porquê esta ofensiva exactamente agora? Uma inequívoca mensagem de Israel ao mundo inteiro em vésperas da tomada de posse do novo presidente dos EUA. E a garantia de que todos os rastilhos hão-de continuar acesos. Por muito tempo.
a

31.1.08

no comments

a
«A guerra do Líbano de 2006 foi marcada por "graves erros e fracassos, tanto a nível político como militar, por falta de pensamento e planeamento estratégicos", concluiu a Comissão Winograd, ao fim de quase ano e meio de investigação.» («Público»)
a

17.11.06

a cor do dinheiro





É na Palestina, mas podia ser num sem-número de sítios por esse mundo fora. Chamem-lhe guerra, guerrilha, terrorismo, terrorismo de Estado, ponham-lhe os nomes que quiserem: eu vejo mesmo é sangue. E muito lucro entrar nos bolsos de quem à custa dele faz vida.


13.9.06

quem havia de dizer...

A previsibilidade de tudo isto ainda é o que mais irrita:

La fragile victoire libanaise de Kofi Annan, par Philippe Bolopion
LE MONDE 09.09.06


Le chef du Hezbollah s'en prend au gouvernement libanais
LE MONDE 13.09.06

© Le Monde.fr

27.8.06

Calaram-se as armas?

"LÍBANO EM TODA A PARTE - O Estado estende autoridade a todo o território libanês."

Do Líbano, uma vez mais, a trégua incerta vista pela artista plástica Laure Gorayeb em Witnessing (again).

14.8.06


Piotr Mlodozeniec, Polónia

Desta vez, vem de Israel. Uma exposição itinerante organizada pelo Museum on the Seam - for Dialogue, Understanding and Coexistence.

um pouco de silêncio


Por enquanto, eis que as armas se calaram. Por enquanto...
Senão, vejamos:
1. Israel não conseguiu desarmar o Hezbollah. Certo, este aceita deixar o sul do Líbano e alojar-se mais a norte, mas em momento algum afirmou a intenção de entregar armas e continua a reservar-se o direito de resistência em caso de ocupação. Que vai continuar a acontecer, forçosamente, enquanto as tropas israelitas que estacionarão no sul do país não forem substituídas pelas forças da ONU e do exército libanês.
2. A Síria e o Irão lá vão dizendo que o cessar-fogo é um erro. Um destes dias resolvem começar a repará-lo.
3. Nos EUA, Bush volta a afirmar que a invasão do Líbano se insere no esforço anti-terrorista global (link: BBC News). A descoberta do mega-atentado deu-lhe jeito.
4. Os libaneses, esses continuam com a perfeita noção da sua impotência no meio deste jogo de gigantes. Resta-lhes a diplomacia. Que têm usado sabiamente. Ao primeiro-ministro Siniora tiro não o chapéu, mas toda a colecção pendurada no bengaleiro.

13.8.06

somos importantes, afinal

Constitui-se o mundo por pessoas. Individuais. Únicas. Olhando cada uma o que se passa à volta a partir da sua própria perspectiva, da sua própria humanidade, das suas circunstâncias.
Esta cada vez mais global aldeia só poderá ser compreendida assim, pela aprendizagem do que a todos nós é comum e do que em todos nós é diferente, pela troca de ideias, pela convivência.
Por não acreditar, de todo, na imparcialidade da Imprensa (a título de exemplo, 84% dos mais de 300 jornalistas questionados pelo instituto de sondagens France Opinion, em 1991, consideravam ter sido manipulados durante cobertura noticiosa da primeira guerra do Golfo) e por pensar que a ignorância e o desconhecimento só fazem o jogo dos impérios dissimuladamente dirigidos pelos grandes das indústrias químicas e de armamento, para quem o preço da dignidade humana é aquilo que se tem visto, tenho andado desde há cerca de um mês à procura de quem pensa como eu nos dois lados da guerra do Médio Oriente.
Essa gente existe, pensa, escreve, manifesta-se. Em toda a parte. Em Israel e no Líbano também.
Acontece que, nestes dois países, é agora vítima de um outro boicote - desde há uma semana, pelo menos, é impossível entrar em certas páginas sem que a ligação não seja súbita e estranhamente cortada.
Cheguei a pensar que pudesse ser mau funcionamento da rede devido à guerra, ou algo assim, mas depressa concluí que não - os cortes, nos dois lados, são suficientemente selectivos para se perceber que outras mãos operam na sombra.
Definitivamente, anda mesmo muita gente a trabalhar para impedir que o mundo se entenda!

12.8.06

paz à vista??

Na ONU, saiu finalmente a resolução que se impunha. E agora, meus senhores, o que se irá fazer com ela? Até quando vai durar esta aparente boa vontade das partes em conflito no Médio Oriente? E a das outras partes que espreitam por detrás?

31.7.06

Quantos mais serão precisos?

Beirute, 30 Junho:
Pela tarde, uma manifestação de islâmicos irados gritando impropérios e danificando a sede da ONU. Contra Israel. Contra os EUA.
Pela noite, uma tranquila vigília. Pessoas 'normais' entoando canções à volta de umas quantas guitarras. Pela paz.
No Líbano, ainda há gente disposta a atribuir ao Hezbollah (e à Síria) as responsabilidades que de facto lhes cabem. Por enquanto...


(Pergunto: quantas mais mortes civis serão precisas até que deixe de se ouvir a voz desta vertente moderada libanesa? e porque se insiste tanto no show off televisivo das razões mais radicais como se fossem as únicas que acontecem daquele lado?
Isto ainda não é completamente um conflito de civilizações, mas para lá caminha a passos largos à medida que dos dois lados se vão perdendo as vozes que podem fazer a ponte.)

28.7.06

ó mãe, foi ele!

Estou farta de andar por aí às voltas e de encontrar sempre do mesmo. Anda toda a gente a discutir quem começou o quê, e quando, num autêntico braço de ferro sobre quem deve parar primeiro, sobre quem anda a fazer pior.
E muito, muito pouca a tentar discernir por trás de mais esta manifestação do problema as formas de efectivamente o resolver.
São vizinhos. Andam a matar-se uns aos outros desde há décadas. Há que sair desta lógica de olho por olho, dente por dente.

foto AFP

É tempo de olhar para a frente. Porque o passado, diz-nos a História, é no futuro que se resolve, não no presente.


(É desde que nasci que ouço falar em guerra no Médio Oriente!)

it takes two to tango

La guerre vue d'Israël, par Bernard-Henri Lévy
LEMONDE.FR 27.07.06

© Le Monde.fr

25.7.06

onde é que eu já vi o filme?

Pronto, começam a delinear-se os pormenores do argumento:

1. Os EUA anunciam uma data de milhões em ajuda humanitária ao Líbano. Com a devida publicidade.
2. A Sra. Rice faz uma proposta de tentativa de resolução «sustentada» para o problema do Médio Oriente.
3. Israel diz que pode ser, mas exige uma força internacional conduzida pela UE, com gente disposta a matar e a morrer para desarmar o Hezbollah, se necessário. A ONU não funciona, dizem.
4. Israel concorda em permitir a criação de corredores humanitários no Líbano.
5. O Governo libanês rejeita os termos da proposta norte-americana por considerar que conduzirão a uma (nova) guerra civil no país.
6. A UE declara estar pronta para constituir uma força. Mas para supervisionar o desarmamento nos termos acordados pelos beligerantes, nunca para o impor. E sempre sob a égide da ONU.

Capítulo seguinte:

7. Os EUA e Israel passam mais uma vez por boa gente aos olhos da opinião pública.
8. Os europeus, por complicados e retorcidos.
9. Os árabes, por mal-agradecidos.
10. Os cães ladram e a caravana passa.
11. Os libaneses vão morrendo que nem tordos.

Para detalhes mais pormenorizados: «Le Monde»

24.7.06

pergunte-se

à senhora secretária de Estado norte-americana se esta visita ao Médio Oriente não foi só fogo de vista.
Não vai uma semana, os EUA responderam afirmativamente a um pedido israelita no sentido de ser apressada a entrega de um carregamento de mísseis negociado entre os dois países no ano passado. Pelo menos é o que eu me lembro de ter lido nos jornais (estrangeiros, que nestes assuntos complicados pouco ou nada aprendo com a prata da casa).

Esta manhã, no sul do Líbano. Foto de Ronen Zvulun (Reuters).


Entretanto, Israel vai dando provas de que está de facto disposto a aniquilar o terrorismo. Segundo a UNICEF revelou ontem, um terço das vítimas libanesas são crianças. Com toda a certeza, nenhuma delas poderá jamais equacionar a hipótese de se vir a fazer explodir em nenhuma parte do mundo. Bem vistas as coisas, é um mero acto de prevenção...

23.7.06

«The Independent», 21 Jul 2006

19.7.06

libaneses e israelitas: o diálogo


Lá fora, as bombas. E para além delas também há gente que insiste em se entender. Como indivíduos.
Beirute (foto de Ben Curtis - AP)