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24.9.08

a inflação que não se vê

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Aumentar o preço dos produtos sem o consumidor dar por ela: os truques da indústria alimentar no Le Monde.
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9.6.08

no reino dos 'supônhamos'

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O absurdo explicado ao comum dos cidadãos:

«Who knows why oil prices are so high?», na BBCNews.

Possibilidades como «um corretor achar divertido ser o primeiro a vender petróleo acima dos cem dólares por barril» ainda não me tinham ocorrido, confesso.

Como de costume, ninguém sabe exactamente o que se passa: a informação básica não é facultada pelos intervenientes. No reino dos 'supônhamos', portanto.
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14.5.08

mais um condomínio de luxo

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Será que os promotores imobiliários se vão lembrar de dizer que o queimódromo fica em frente?
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9.5.08

de rabo na boca

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Confesso que os meus conhecimentos de economia são bastante rudimentares, meia-dúzia de noções básicas. Mas há coisas que me parecem puro bom senso:

1. A especulação financeira faz subir em flecha os preços dos alimentos. Tudo isto tem a ver com os mercados de futuros, há comida que chegue. O que está é demasiado cara para cada vez mais gente.

2. Meia-dúzia de títulos mais sensacionalistas, alguns jornalistas mais ignorantes, e está criado o grande medo: um destes dias, ninguém tem o que comer.

3. Pede-se dinheiro aos ricos do mundo para alimentar os pobres. Alimentando-se, paralelamente, a cadeia que acaba no bolso dos tais especuladores financeiros... de que outra forma poderia a coisa funcionar?
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4.5.08

a praga

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O mobiliário urbano no Porto tornou-se uma praga. Não há paisagem, há ruído. Não há lugares, há pontos de passagem.

(De quando em quando passam velhos eléctricos ou turistas nos sight seeing.)
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28.4.08

breve revista

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de uma semana em que não me apeteceu comentar estas coisas...


1.

Os governos ocidentais começam a ficar muito mal vistos se não pressionam:

Um carregamento de armas chinês não chega ao Zimbabwe. Mugabe realiza não ser possível manter o poder no meio de tanto isolamento. A recontagem de votos naquele país confirma a vitória da oposição. Vamos a ver...

A China aceita conversar com o dalai lama. Pode ser um princípio. É pelo menos um sinal.


2.

Volta o espectro das grandes fomes no mundo. Os especuladores financeiros enchem os bolsos de dinheiro. Há que recuperar da crise, convenhamos.


3.

A wikileaks ganhou o prémio.
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19.4.08

o polvo

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Por trás de Sérgio Silva, ainda acaba por se descobrir a mão da família Loureiro. Faz o género, como se costuma dizer.
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4.4.08

a mão que embala o berço...*

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Já lá vão uns bons anos, li uma notícia acerca de o Governo de Israel estar tentar impedir a publicação de um livro no Canadá, alegando conter informações que poderiam pôr em causa a segurança do Estado judaico. «By Way of Deception» foi escrito por um ex-operacional da Mossad, Victor Ostrovsky, em parceria com o jornalista Claire Hoy. Uns anos mais tarde apanhei por acaso a tradução: «Mossad - Os Segredos da Espionagem Israelita» (Círculo de Leitores, 1991).

Histórias como a que acabei de ler na BBCNews, de membros especializados da polícia alemã a treinar ilegalmente forças líbias, era uma das coisas que lá se dizia ser prática corrente em muitos sítios, legal ou ilegalmente. Muitas vezes as acções de formação estão ligadas a chorudos contratos de venda de novas tecnologias de armamento. O verdadeiro escândalo será não virem à luz mais vezes.

Mas o sumo que tirei do livro não foram as histórias que relata. Foi antes, e através das mesmas, o facto de revelar de forma muito evidente as múltiplas fragilidades dos Estados face a quem controla as formas de obter certa informação e manobra na(s) sombra(s).

O segredo, evidentemente, é a alma do negócio. Claro que há sempre um dia em que enfim se sabe, ou quase sempre... mas entretanto, e das mais diversas formas, morrem quantos?

*... é a mão que governa o mundo.
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5.3.08

pois...

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A indústria química (incluindo a farmacêutica): por muitas voltas que se dê, acaba-se sempre nela.

«À qui profite le trafic d'organes?», crónica de Yves Mamou no Le Monde.
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1.3.08

baer vs. wikileaks: 0-1

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"Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances."
Bill of Rights, USA, 1791

Posto isto, o domínio wikileaks.org foi reaberto, por ordem do mesmo juiz que há duas semanas decidira bloquear o acesso ao site, no âmbito do processo movido pelo Banco Julius Baer.

Desta vez, os advogados eram mais de uma dúzia, representando não a organização, que não tem existência formal, mas o proprietário do domínio (um cidadão australiano residente no Quénia) e os seus redactores, individualmente, além de várias instituições e empresas de Comunicação Social que se organizaram em defesa do cumprimento da 1ª emenda da Constituição norte-americana.

«The legal storm comes as Baer and other private banks watch international pressure mount on Liechtenstein, a European principality and tax haven, to lift its veil of bank secrecy. Many countries such as Germany and the United States say such secrecy helps their citizens to evade taxes.

Baer said on Thursday that the documents, posted on Wikileaks.org by a self-described whistle-blower, alleged tax and money laundering schemes involving Cayman Islands accounts. The bank said the documents were falsified and it denied the claims made in them.

Baer faced an international backlash after news media reported on the court injunction. Baer said the documents were prohibited from publication under both U.S. and Swiss laws.

(...)

Judge White's earlier ruling, which endorsed a settlement between Baer and Dynadot, backfired as it drew huge numbers of visitors to so-called mirror sites set up by Wikileaks.org that provided a back door to the site. White said the publicity generated by his earlier ruling was a factor in his reversal.

"The court has serious questions about the effectiveness of any order this court might issue, given the current state of affairs, that these matters are fully out in the public domain, in the virtual domain," White said.» [Reuters, sem link]

O processo judicial, entretanto, segue o seu curso. Aguarda-se que o tribunal decida como há-de considerar esta coisa colectiva sem papéis nem sítio certo, e que parece querer enfatizar esse estatuto - os advogados fizeram questão de frisar que não representavam o site wikileaks.org.
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29.2.08

e pensar que passou fome...

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Podem os direitos de autor abranger uma obra sobre a obra? JK Rowling e a Warner Brothers pensam que sim.

Não lhe li os livros, mas nunca tinha visto um escritor dar tão pouco valor ao que faz enquanto literatura.
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20.2.08

narcísico?

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Muitas vezes tenho a sensação de que o verdadeiro problema de Narciso Miranda não é uma questão de protagonismo, mas a necessidade de conseguir algum controlo dentro do aparelho.
Há uns anos, li que ia ser investigada a construção de vários bairros de habitação cooperativa no concelho, mas nunca mais soube nada do assunto. Se eventualmente houver motivo para, desta ou de qualquer outra investigação, se extrair matéria de processo criminal, o homem arrisca vir a ser o bombo da festa da pseudo-moralidade das hostes socialistas. (E o jeito que não lhes faria...)

Narciso pôs a pata na poça? Possivelmente. Mas Matosinhos, neste aspecto, não terá sido excepção ao contexto geral do país. A corrupção, em Portugal, é uma questão de sistemas, não é só uma questão de sujeitos.
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18.2.08

when it gets to the laundry business...

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O Banco Julius Baer, da Suíça, é uma instituição centenária especializada em gerir o dinheiro e as transacções dos muito, muito ricos e em ocultar fortunas.
Ora, alguns ficheiros confidenciais subtraídos na filial da instituição nas ilhas Caimão, um paraíso fiscal caribenho, acabaram por vir a público. Demonstram negócios muito pouco claros, branqueamento de capitais, fugas ao fisco.
À custa do sigilo bancário helvético, o banco conseguiu congelar o processo judicial que corria naquele país. Com legitimidade legal, recusa facultar os documentos que poderiam permitir a investigação.

«(...) This is (...) the story of one of the biggest banks involved into offshoring business on the Caymans, dealing with an issue related to the privacy of their businesses. A story of a bank that by its actions right from the beginning to all action taken today, shows it has a lot to hide from all parties eventually involved. A story of a bank that rather uses scare tactics than talk about its business in a proper lawsuit.» [Clouds on the Cayman tax heaven]

A Wikileaks acabou de ser silenciada nos EUA por causa desta história (numa decisão judicial que se disse «definitiva», embora se tratasse de uma audiência preliminar...). Tem pelo mundo uma rede de servidores alternativos e está a operar fora das jurisdições norte-americana e chinesa (sim, lá também são ilegais). Promete continuar a investigar o assunto e publicar ainda mais dossiers confidenciais de instituições que operam no ramo.

O mínimo que podemos fazer é ir mantendo um olho na história.
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14.7.07

evite o cancro de pele

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... comprando protectores solares com IVA a 21%.
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24.2.07

felgueiral

1.
«No texto que sintetiza a matéria detectada e explica o procedimento da comissão são enumeradas 15 situações, que podem configurar crime e que vão desde: "Fraccionamento sistemático das empreitadas, sem justificação, para evitar a aplicação do concurso público, privilegiando sem razão o convite directo a um núcleo restrito de empresas"; "adulteração de base de dados da correspondência enviada", autorização "mais do que uma vez de duas propostas de lançamento da mesma empreitada com preços distintos"; "manipulação de análise de propostas"; "adjudicação a determinadas empresas por valores muito superiores ao valor real dos trabalhos" ou "facturas de trabalhos a mais no valor de 150.000 euros, em contratos de avença". » [Diário de Notícias]

Não tenhamos ilusões: as ilegalidades que estão a ser investigadas na Gebalis não diferem muito das práticas de gestão da generalidade da administração pública no país. À medida que se zangam as comadres, vão sendo conhecidos alguns casos, e em cada canto parece esconder-se mais um episódio na busca do fundo do saco azul que o nosso dinheiro anda a alimentar há demasiado tempo.

«As pessoas condenam a corrupção no abstracto, mas na prática pactuam»

Independentemente das cambalhotas processuais que os casos investigados possam vir a dar e de eventuais arguidos virem ou não a ser condenados, o que se tem vindo a passar nos últimos anos é um enorme passo em frente. Basta pensar que são esquemas em vigor há muitas décadas e só agora começamos a conhecer, de facto, o estado real da coisa pública. Quanto a condenações, também há que ter em conta que só a prática nos levará a conhecer efectivamente as diversas fomas de contornar a lei e as melhores maneiras de a corrigir.

2.
No entanto, talvez seja preciso algum tempo para que alterações nas práticas produzam os efeitos necessários para convencer a opinião pública de que muitos a roubar aos poucos levam fortunas, e de que esses actos não podem ser legitimados por haver outros a lucrar mais.

Fenómenos tipo Felgueiral explicam-se afinal facilmente, a avaliar pelo estudo sobre corrupção do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa divulgado hoje no «Público» [sem link]. Aí se conclui não haver, entre os portugueses, «preocupação pela existência de corrupção na administração local, regional ou europeia e nas pequenas e médias empresas e no meio financeiro».

O trabalho, coordenado por Luís de Sousa, indica ainda que a maioria dos inquiridos «considera como actos corruptos os comportamentos que mais se aproximam da definição penal», o que «deixa uma ampla margem de tolerância para toda uma série de práticas não reguladas ou de difícil regulação, nomeadamente conflitos de interesses, cunhas, amiguismos, favorecimentos, patronagem política, etc».

3.
Em suma: podemos estar a dar alguns passos em frente, mas ainda resta muito caminho a palmilhar.

16.2.07

152 milhões de euros...

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... é o preço oficial do novo negócio:


Um acordo entre a empresa holandesa Trafigura Beher e o Governo da Costa do Marfim isenta ambas as partes de qualquer responsabilidade criminal no caso da distribuição de resíduos tóxicos a céu aberto por várias zonas da capital comercial daquele país. Os três responsáveis da empresa que estavam detidos preventivamente pelas autoridades locais foram libertados.


Em Setembro passado, morreu cerca de uma dezena de pessoas e mais de 70.000 sofreram intoxicações na sequência do despejo das águas sujas do petroleiro Probo Koala (na imagem), que na realidade actuava como refinaria de petróleo clandestina, por várias lixeiras públicas de Abidjan. [5,5 milhões de euros...] [5,5 milhões de euros... (2)]

A quantia agora acordada servirá, claro, para 'indemnizar as vítimas' e para a construção de uma unidade de 'tratamento de resíduos'.

Também serve de barómetro para avalizar da refinação clandestina de petróleo a bordo de cargueiros em curso pelo Atlântico como actividade altamente lucrativa. O combustível assim obtido, de má qualidade e de elevado grau poluente - afinal um petroleiro não é exactamente uma refinaria -, é depois vendido pelo continente africano. A coisa vai-se disfarçando com o transporte de cargas perfeitamente legais em simultâneo. É uma alegria!

(Com jeitinho, a Trafigura Beher ainda foi buscar algum dinheiro a outras empresas a operar no ramo, a braços com o problema do tratamento destes resíduos na Europa, onde o processo é fiscalizado e sai mais caro.)

[Le Monde] [BBC News]
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4.2.07

a janela

Há uns anos, investiguei umas histórias que envolviam arquitectos, projectos e serviços municipais, não à escala das grandes obras mas àquela das pequenas coisas que todos nós podemos querer fazer um dia. (E foi quando me convenci de que os nossos problemas com a corrupção começam de facto ao nível do pequeno favor).

Quanto a esta - não sei se história, se estória, contada no suspeitix - encaixa perfeitamente no quadro: a análise casuística reservada a quem se presta a entrar no jogo, o resto corrido à luz de regulamentos gerais implacavelmente restritivos com os quais os técnicos têm que aprender a jogar.

Sugiro que se iniciem acções de formação destinadas a acreditar agentes qualificados para lidar com os diversos departamentos do Estado, sempre daria para aproveitar de forma útil os conhecimentos dos excedentários da Função Pública.
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25.1.07

em tons de cinza

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Eu nunca estive nas caves do Aleixo, mas delas já ouvi descrições várias. A última foi lapidar.

Querem as circunstâncias que qualquer agarrado deixe na droga o último dos últimos dos cêntimos, não há quem junte para o 'desperdício' de um maço de tabaco. Os vendedores de cigarros avulsos, assim como os de folha de alumínio e outros apetrechos necessários ao(s) consumo(s), fazem parte do quadro típico destes locais.
Para um 'caneco' - cachimbada de base de cocaína (crack) - é preciso cinza de cigarro. Vai daí, em dias de muito movimento, existe quem junte uns cobres vendendo, por meia dúzia de cêntimos, pequenas doses do subitamente precioso pó cinzento.
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6.1.07

post MUUIIITO optimista

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«
We in academic medicine can either choose to use our ideas to make large sums of money for small numbers of people, or to look outwards to the global community and make affordable medicines».
Professor Sunil Shaunak
Imperial College London


Um grupo de investigadores britânicos conseguiu reformular um medicamento para a hepatite C e registar a patente. Pretendem vir entrar no mercado à margem das multinacionais farmacêuticas, apostando na produção deste e de outros medicamentos reformulados, comercializados a preços inferiores. Apelam à comunidade científica para que deixe de lhes vender as suas ideias. [BBC News]

Será que lá chegam? Conseguirão eles demonstrar que não é necessário depender dessas tentaculares empresas para a evolução do conhecimento científico ter aplicabilidade prática no mundo? Conseguiremos nós então perceber que o que pagamos a mais só serve para engordar os lucros de gigantes como a Roche, a Bayer e afins e exigir aos governantes que deixem de lhes fazer o jogo?

(Trabalhar na área da Saúde deu-me, ao longo dos anos, uma pequena noção dos inacreditáveis montantes quotidianamente envolvidos nestas coisas. E olhar para o mundo, a noção de como elas são complexas, ardilosas: verdadeiras mafias imperando à escala do planeta).
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