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11.4.09

mais um ciclo de cinema?

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É um tasco mesmo tasco, casa antiga com nova gerência. Já tinha congregado a clientela dos estabelecimentos similares que foram fechando pela zona, agora juntaram-se-lhes grandes figuras.

Passei por lá um destes dias, coisa de beber um café de regresso a casa e cumprimentar o patrão, amigo de infância. Foi um erro de cálculo, embora previsível. Só consegui vir embora, já um tanto oscilante, ao fim de meia-dúzia de cervejas, a noite foi uma sucessão de rodadas que vinham parar à mesa sem se saber bem de onde.

A ganapada? Imagine-se um tasco que congrega a fina flor da malandragem da Cruz de Pau, da Biquinha, e da doca.

Ao que parece, Chicago está a morrer. Inaugura-se a era de Las Vegas, Cruz de Pau City.
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19.3.09

para acabar de vez com os pendentes

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(Digamos que este calor fora de época, presentemente, também tem culpa: fica-se a cabeça pelos serviços mínimos, e ainda assim...)

Houve, durante estas semanas, momentos em que me disse: isto tenho que contar. Uns passaram-me entretanto da ideia, mas dois ou três regressam a cada vez que penso num post. Para resolver de vez a questão, aqui ficam:

Em Chicago, uma caldeirada pela mão de quem as fazia em pleno mar, na faina. Entre os convivas, um romeno renitente, diz que peixe não, não gosta. Mas prova, come, repete, lambuza-se depois com o arroz que se faz na calda. «E não gostavas de peixe?», estranho. Ele olha para os restos de raia, ruivo, pargo e sei lá que mais que repousam no prato e responde: «Mas isto não sabe a peixe!» Mais tarde há-de rematar a refeição com um copo de leite simples muito quente.


Estádio do Mar, Leixões-Belenenses. A cada cinco anos, mais ou menos, dá-me para ir ao futebol. Mas nunca tinha sido com convite de claque e lugar guardado bem no centro. Por duas horas, a sensação de mergulhar numa dessas moles de gente alvo de estudos e documentários que às vezes vemos na tv.


Segurança Social, Matosinhos. Uma manhã e meia tarde de filas. No monitor, a SSTV, o canal interno. Informações, passatempos, curiosidades tipo «amor em várias línguas», a lenda de S. Valentim e o significado das cores das rosas, quando se oferecem. A não perder.
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9.3.09

almost spring

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E, de repente, era o caos. Ou quase. Inimaginável, o estado em que nos fica a vida ao fim de dois anos a cuidar de um doente em processo de demência.

Foi uma (re)organização um pouco lenta, mas antes de mais nada era o cansaço, um peso de toneladas de sono urgente.

Pouco a pouco, instala-se alguma normalidade na vida. Do lado interno, a casa começa a aparecer limpa e a catraia, por assim dizer, tem de novo a mãe inteira. Do lado externo, começa a haver ordem nas burocracias, fruto de looongas horas de análise e classificação de papelada, seguidas de não menos looongas horas de tédio em escritórios, bancos e repartições.

É quase primavera. Há de novo luz. É bom estar de volta!
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2.1.09

quando eu for grande...

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... quero ter 9 anos




Pássaros, ratinhos, coelhos, cães - é infindável a colecção de animais que já me quiseram meter casa dentro. Normalmente, exerço o meu presidencial direito de veto materno.

Há tempos, deixei entrar um viveiro de joaninhas. E desta vez não tive pretexto para recusar: uma tartaruga não é coisa que cause grande transtorno doméstico, normalmente. Aliás, até comprei o par para não ter de ficar a ver um animal sozinho às voltas.

Chegaram pelo Natal e costumam trabalhar por turnos. De dia, repousa mais a Lenta, à noite é a Veloz quem fica alheia ao movimento. Mas nas últimas duas noites do ano, em que a mesa se alongou pela sala fora e a casa se encheu de brilho e gente, parece que quiseram apreciar a festa. E juntaram-se à gente, cabeças sempre de fora a perscrutar o ambiente.

Minutos antes de entrar o novo ano, fizeram pose para o retrato. E ao bater da meia-noite também tiveram direito a cumprimento - beijinhos soprados pela menina que às vezes passa horas a ler em voz alta para elas. Contos de encantar.

BOM ANO NOVO!

9.12.08

asterisco

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Ainda a propósito do post anterior, no site da Fenprof encontro este registo. Aqui fica.
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7.12.08

sem título possível

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Adeus, pai. Ou até sempre. Com amor.
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27.10.08

post de outono

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Os dias passam tranquilos, solarengos, e a gente aproveita da luz cada segundo. Vai ser inverno.

Por cá, avizinham-se tempos duros. Volta e meia rondam abutres, ávidos de más notícias. Nem sempre atendo.

Há uma negritude que se cola à espuma dos pensamentos, não encaixam no discurso. O que quer dizer que é tempo de os deixar em paz.
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17.9.08

perspectivas

a
Passava por nós um bando de adolescentes em enorme algazarra. Visivelmente incomodada, comenta a catraia:

«E pensar que daqui a uns anos eu também vou ser assim!...»
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2.9.08

na hora h

a
Há sectores com pessoas sem férias, sem folgas, às vezes sem tempo para almoço. As vagas continuam a ser preenchidas, a contrato, por familiares e amigos de quem lá trabalha. A confusão é total. Anda meio mundo com baixa por depressão.

Eis o resumo depois de, por casualidade, ter encontrado alguns antigos colegas de trabalho nos últimos dias.

Acresce que tudo isto se passa numa instituição pública. Dirigida, durante muitos anos, pelo mesmo grupo de amigos. E de onde as circunstâncias, ao que parece, me levaram a sair na hora certa.
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17.8.08

light in the city

a

Talvez por isso eu goste da sombra, faz mais diferença haver noites com luar.
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1.8.08

até nem era milagre...

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Quem por lá passou não pode deixar de entristecer com a notícia, quase tanto como quando vimos cerradas as portas do velho edifício de Santa Catarina, as tais que há 120 anos não fechavam. O facto é que «O Primeiro de Janeiro» não estará nas bancas amanhã.

Em 1992, tinha de lá saído há alguns meses, pediram-me um depoimento para o suplemento de aniversário do jornal, então em nova fase de 'renascimento'. Fica aqui um excerto que demonstra bem como certas doenças podem ser prolongadas. Muitas vezes artificialmente.

«Era mais ou menos um milagre, mas só mais tarde me apercebi disso.

A questão não era sequer ter o «Janeiro» nas bancas todos os dias - o que, tempos houve, não deixava só por si de ser tarefa difícil - mas, numa altura em que o património físico e moral fora já delapidado, a capacidade de se continuar a fazer um jornal que, reconheça-se, volta e meia tinha interesse.

A questão era o esforço de mais ou menos toda a gente que, mesmo quando pela enésima vez via repetir-se a novela das restruturações ou a dos salários em atraso, demorava sempre muito tempo a perder o alento.

Se calhar, o tal milagre até nem era tão milagre, apenas consequência de, entre os que de facto trabalhavam, haver então apenas os de há muitos anos, que lembravam ainda os tempos de se esgotarem edições seguidas e a cada passo recordavam, nostálgicos, a família Pinto de Azevedo, e mais os de há muito pouco tempo, a ver se encontravam um lugar ao sol.

Não que não andassem por lá os outros, os do meio. Foram-se abstendo.»
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19.7.08

rehab

a
Um belo copo de vinho, um cigarro e o mais absoluto silêncio.

(A recuperação possível depois de 48 horas praticamente passadas em Urgências.)
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19.6.08

17.6.08

home cinema

a
O raio das voltas da vida por vezes são muito divertidas. Sobretudo quando se tem por costume apreciar certas festas familiares mais do lado da cozinha. Como quem está por engano, mais ou menos, nem por isso...
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16.6.08

o fim do calvário

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Faltam cinco dias, cinco. E acabam quatro anos a amanhecer às 6h30 da manhã.

É obra!

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13.6.08

o lado negro

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Há duas ou três que nunca os vi tocar ao vivo, nem nos tempos dos concertos no Iodo e na Cruz Vermelha de Massarelos. E mereciam.

(«Não ponhas os do buraco!», pedia a minha mãe a cada vez que nos via aproximar do gira-discos.)

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5.6.08

mais raro ainda

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Diz que são raros, mas este veio de um quintal onde são todos assim: um quintal não alinhado.
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26.5.08

agarrados

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Às vezes o pior não são as substâncias, são as atitudes que se entranham. De tal forma que a gente chega a reconhecer que a vida talvez não lhes valha mesmo o esforço de tentar sair delas.

São opções.
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25.5.08

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Se o Abdu imaginasse o quanto gostei do mobile que balançava sobre as nossas cabeças enquanto tomávamos o seu aromático chá senegalês, eu não conseguia ter saído daquela tenda de mãos vazias. Mas um destes dias ainda volto para o comprar, provavelmente.
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